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Líderes do PT, PCdoB e PV encaminham representação criminal contra Flávio e Eduardo à PGR

PT, PCdoB e PV pedem apuração contra Flávio Bolsonaro e aliados por suspeitas ligadas ao filme Dark Horse

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Líderes do PT, PCdoB e PV protocolaram representação criminal na PGR contra Flávio Bolsonaro.
  • As acusações incluem crimes como lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos relacionados ao filme "Dark Horse".
  • A representação também menciona Eduardo Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro como envolvidos no caso.
  • Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que o investimento foi privado e em conformidade com cláusulas contratuais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flávio Bolsonaro vira alvo de representação após denúncias sobre financiamento de filme sobre Bolsonaro Geraldo Magela/Agência Senado- 28.04.2026

Líderes do PT, PCdoB e PV no Congresso Nacional encaminharam à PGR (Procuradoria-Geral da República) e à Polícia Federal, nesta quinta-feira (14), uma representação criminal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por “possíveis crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato, desvio de recursos públicos, falsidade ideológica, corrupção, evasão de divisas, coação no curso do processo e crimes contra a soberania nacional”.


A representação também inclui o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, entre outros aliados bolsonaristas. A peça foi protocolada um dia após reportagens mostrarem que Flávio negociou o repasse de R$ 134 milhões com Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre a vida de Bolsonaro.

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“A presente representação busca apurar se recursos privados oriundos do ecossistema do Banco Master, recursos públicos derivados de emendas parlamentares, estruturas societárias ligadas à produção do filme Dark Horse e operações em dólar realizadas no exterior foram articulados em uma engrenagem comum de financiamento político, comunicação internacional, blindagem judicial e sustentação do golpe continuado contra as instituições brasileiras”, diz o documento.

O texto prossegue: “A hipótese investigativa envolve possível lavagem de dinheiro transnacional, uso de entidades interpostas, fragmentação de repasses públicos, ocultação de beneficiários finais, simulação de finalidade cultural e eventual caixa 2 político-eleitoral, inclusive mediante promoção antecipada da família Bolsonaro e de seu grupo político”.


De acordo com a representação, “a hipótese central é que estruturas empresariais e associativas ligadas à produção do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, podem ter sido instrumentalizadas para captar, circular, ocultar ou dar aparência lícita a recursos destinados à atuação política da família Bolsonaro, inclusive no exterior”.

Os signatários pedem a investigação do fluxo privado ligado a Vorcaro e do fluxo de emendas parlamentares destinadas a entidades vinculadas à produtora. Assinam a peça a senadora Tereza Leitão (PT-PE) e os deputados Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Aliel Machado (PV-PR), entre outros congressistas.


Nas redes sociais, Flávio negou irregularidades e disse que não admitiu contato com Vorcaro antes por obediência a uma cláusula de confidencialidade contratual. Segundo ele, o aporte se deu exclusivamente no contexto de um investimento privado na produção audiovisual.

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