Eduardo e Carlos Bolsonaro atacam Zema para defender Flávio de críticas
Após o vazamento dos áudios, Flávio confirmou nessa quarta-feira que cobrou dinheiro de Vorcaro
Brasília|Do Estadão Conteúdo
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Após o pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo) publicar um vídeo criticando Flávio Bolsonaro (PL) pelo áudio em que o senador cobra de Daniel Vorcaro recursos para financiar o filme sobre seu pai, Carlos e Eduardo Bolsonaro saíram em defesa do irmão.
Os filhos de Jair Bolsonaro (PL) usaram as redes sociais nesta quinta-feira (14) para atacar Zema. Em seu perfil no X (antigo Twitter), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) republicou o vídeo de Romeu Zema falando que o vazamento dos áudios de Flávio foi um “tapa na cara do brasileiro de bem”.
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Eduardo escreveu na sua publicação que Zema fez uma “acusação sem fundamentos” e o ironizou ao chamá-lo de “potencial vice”. “Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil”, diz Eduardo.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também saiu em defesa do irmão. Em seu perfil no X, ele chama Zema de “engolidor de casca de banana”, em referência a um vídeo em que Zema apareceu comendo banana com casca para criticar a alta dos preços dos alimentos.
“Não me venha dizer que é ataque. É apenas constatação frente a mais uma bizarra apresentação. Da próxima vez, acende morteiro, sabe onde, fechador de loja alheia e abridor de portas particulares”, escreveu Carlos.
Em nota nessa quarta (13), após os áudios serem vazados, Flávio confirmou que cobrou dinheiro de Vorcaro, mas afirmou tratar-se de “patrocínio” para o filme sobre Bolsonaro e defendeu a CPI do Master.
Zema disse que conversa de Flávio com Vorcaro é “um tapa na cara dos brasileiros de bem”. No vídeo, Zema chamou de “imperdoável” o pedido de recursos para Vorcaro, preso por fraudes financeiras na gestão do Banco Master.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, disse Zema nas redes sociais.
As declarações do mineiro ocorrem após as mensagens por escrito e o áudio de Flávio pedindo dinheiro ao banqueiro repercutirem na mídia nacional.
“Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e, como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado”, diz Flávio no áudio divulgado.
Críticas a Zema
Segundo aliados de Zema, as revelações sobre a ligação de Flávio com Vorcaro enterraram de vez a possibilidade de o ex-governador mineiro compor como vice do senador.
Os diretórios do Partido Novo no Paraná e em Santa Catarina criticaram o posicionamento de Zema. Para a direção paranaense, “a divulgação do vídeo pela equipe de comunicação de Zema foi precipitada e gerou ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas”.
“Posicionamentos públicos dessa natureza devem observar alinhamento prévio com a convenção nacional do partido — o que não ocorreu neste caso”, diz o diretório.
A instância partidária diz que a aliança entre o PL e o Novo no Paraná “permanece sólida, fundamentada em diálogo, convergência de princípios e compromisso com resultados concretos para os paranaenses”.
Em linha semelhante, o Novo de Santa Catarina também afirmou que a aliança entre as siglas, representadas pelo governador Jorginho Mello e o prefeito Adriano Silva, permanece “sólida” e criticou Zema.
“Quanto ao posicionamento, a divulgação do vídeo pela equipe de comunicação do nosso pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, não houve alinhamento prévio com o partido e consideramos que o vídeo foi divulgado de maneira precipitada e desnecessária pela equipe de comunicação de campanha.”
A reportagem confirmou com fontes que têm acesso à investigação que os diálogos de Flávio com Vorcaro são autênticos. Eles fazem parte da extração do conteúdo do primeiro telefone celular do banqueiro, apreendido pela Polícia Federal na primeira fase da Operação Compliance Zero.
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