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‘Fale manso e com respeito comigo’, diz Lula a Trump em meio a discussão sobre tarifas

Brasil está entre as nações que Trump quer taxar, especialmente aço e alumínio; republicano tem adotado política protecionista

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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Lula cumpriu agenda em Minas Gerais nesta terça-feira Ricardo Stuckert/Presidência da República - 11.3.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (11), em meio às discussões do norte-americano sobre eventual taxação de produtos brasileiros vendidos aos EUA. O brasileiro pediu “respeito” e declarou “não ter medo de cara feia”. Como parte da política protecionista do republicano, tarifas sobre produtos estrangeiros têm sido aplicadas pelos Estados Unidos a países como Brasil, México e Canadá. As tarifas de 25% sobre aço e alumínio passam a valer nesta quarta (12).

“Não adianta o Trump ficar gritando de lá, porque eu aprendi a não ter medo de cara feia. Fale manso comigo, fale com respeito comigo, que eu aprendi a respeitar as pessoas e quero ser respeitado. Quero sair da Presidência entregando mais do que eu prometi nas eleições. O Brasil passou a ser um país respeitado. O Brasil não quer ser maior do que ninguém, mas o Brasil não aceita ser menor. Queremos ser iguais. Porque, sendo iguais, a gente aprende a se respeitar mutuamente”, declarou Lula, em agenda em Betim (MG).

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Por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin, o país tem dialogado e mantido conversas diplomáticas para evitar as tarifas. Nessa segunda-feira (10), Alckmin afirmou que o Brasil não é um “problema” para os Estados Unidos, no contexto das tarifas comerciais impostas pelo governo norte-americano.

Segundo o vice-presidente, a relação comercial entre os países é superavitária para os EUA, ou seja, eles exportam mais do que importam do Brasil.

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“Os Estados Unidos têm um grande déficit na balança comercial, importam mais do que exportam. Mas esse não é o caso do Brasil. Com o Brasil, os Estados Unidos têm superávit comercial tanto na balança de bens quanto na de serviços. O Brasil não é problema”, destacou Alckmin.

Diálogos

O vice-presidente também garantiu que equipes do governo brasileiro já iniciaram negociações para tentar minimizar os impactos das novas tarifas. As declarações foram feitas em entrevista a uma rádio, em meio à escalada de tensão com o chamado “tarifaço” promovido pelos EUA.

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Nesta semana, o presidente Donald Trump assinou ordens executivas e adiou para 2 de abril a aplicação de tarifas sobre o México e o Canadá. A isenção vale para produtos já listados no acordo de livre comércio entre os países. No entanto, as sobretaxas sobre aço e alumínio foram mantidas.

Na quinta da semana passada (6), Alckmin conversou, por videoconferência, com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. A chamada durou cerca de 50 minutos. A expectativa é que novos encontros para tratar do tema ocorram nos próximos dias.

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“Durante a conversa, foram destacados os resultados da balança comercial, apresentados os detalhes da política tarifária recíproca e houve convergência quanto aos aspectos positivos da relação entre o Brasil e os Estados Unidos”, destacou Alckmin em nota, após a reunião.

Para o vice-presidente, o debate foi “positivo”. Alckmin reforçou que a intenção do governo brasileiro é “fortalecer a complementariedade econômica entre os países e aumentar a reciprocidade, fortalecer nossas empresas e, acima de tudo, contribuir para as boas práticas comerciais entre os dois países.

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