Fim da 6x1: Alcolumbre não vai atrasar nem adiantar PEC, diz Paulinho da Força
Proposta precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados, com apoio mínimo de 308 dos 513 parlamentares
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou nesta quarta-feira (27) que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre a tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6x1. Segundo o parlamentar, Alcolumbre garantiu que seguirá o calendário regimental, sem acelerar ou retardar a proposta.
“Eu estive com o Davi e perguntei sobre a tramitação. Ele me disse que não vai adiantar nem atrasar o calendário, que vai fazer tudo de acordo com o regimento. Vai reunir os líderes na próxima semana para discutir a tramitação da PEC”, disse Paulinho ao R7.
Os parlamentares analisam a proposta que altera as regras da jornada de trabalho no país e acaba com a escala 6x1. A PEC precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados, com apoio mínimo de 308 dos 513 deputados, antes de seguir para análise do Senado.
A comissão especial aprovou a proposta nesta quarta-feira. O texto prevê redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
Caso a proposta seja aprovada também pelo Senado, o trecho que estabelece o fim da escala 6x1 e a obrigatoriedade de dois dias de descanso semanais passará a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional.
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A jornada de trabalho passará a ter limite máximo de oito horas diárias e 40 horas semanais, sem redução de salários ou pisos remuneratórios;
Os trabalhadores terão direito a, no mínimo, dois dias de descanso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos;
Uma nova lei deverá regulamentar categorias e profissões que poderão ter jornadas e escalas diferenciadas, desde que respeitados os limites estabelecidos pela Constituição.
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