Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Flávio Bolsonaro não defendeu classificação de PCC e CV como terroristas no Senado em 2025

Pré-candidato à Presidência da República não participou de sessão no Senado que debatia o tema e, portanto, não opinou sobre o assunto

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro não participou da sessão no Senado que debatia a classificação de facções criminosas como terroristas.
  • O Senado rejeitou a emenda que classificaria PCC e CV como organizações terroristas, apesar de alguns senadores apoiarem a medida.
  • Nos EUA, Flávio Bolsonaro pediu a inclusão das facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, decisão que foi confirmada pelo Departamento de Estado dos EUA.
  • O governo brasileiro é contrário à classificação, temendo operações militares estrangeiras no território nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flávio Bolsonaro. Senado federal. Carlos Moura/Agência Senado – Arquivo Carlos Moura/Agência Senado – Arquivo

No fim do ano passado, o Senado rejeitou uma emenda ao PL (projeto de lei) Antifacção que classificaria facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), como organizações terroristas. Na data da votação, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual pré-candidato à presidência da República, não estava no Plenário e não defendeu a medida.

Nessa quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que incluirá o PCC e o CV na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, da sigla em inglês), a partir da próxima sexta-feira (5).


Leia Mais

Durante viagem aos EUA nesta semana, Flávio pediu que o governo norte-americano classificasse as duas facções como organizações terroristas. Ele, inclusive, levou a pauta para uma reunião que teve com representantes do Departamento de Estado na quarta-feira (27). Após o anúncio da pasta dos EUA, o senador compartilhou a decisão nas mídias sociais classificou o momento como um “grande dia”.

O governo brasileiro é contrário à medida, por considerar que essa designação pode permitir, que os EUA promovam uma operação militar em território nacional.


Tema em debate no Congresso

Durante a discussão do PL Antifacção no Senado, em 10 de dezembro último, os próprios parlamentares da Casa rejeitaram uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que equiparava as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo.

Na ocasião, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do projeto no Senado, afirmou que a proposta teve rejeição porque os parlamentares entendiam que a questão havia sido superada na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado.


“A nominação como terroristas abre espaço para sanções internacionais, econômicas e militares”, afirmou Vieira durante a sessão. “Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas, porque existe uma doutrina e uma definição técnica sobre o que são e o que não são organizações terroristas.”

Alessandro Vieira acrescentou: “E por que existe essa definição? [...] Porque as consequências são graves. E não são graves para o criminoso, para o terrorista. São graves para o país que tem em seu seio organizações terroristas”.


A votação da emenda era simbólica, sem contabilização do voto individual de cada senador. Quem fosse contrário à proposta deveria apenas não se manifestar. Flávio, que não participava presencialmente da sessão, não se posicionou.

Procurada, a assessoria de imprensa de Flávio não retornou o contato da reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Apoio à proposta

Outros senadores favoráveis a medida, inclusive colegas de partido de Flávio, como Carlos Portinho (PL-RJ) e Jorge Seif (PL-SC), no entanto, optaram por discursar em defesa da emenda.

“Terrorismo a gente tem de chamar pelo nome. O que acontece no Brasil é terrorismo”, disse Girão. Já Portinho afirmou que os integrantes de facções e milícias “impõem o terror na sociedade”. “Eles querem subjugar, por meio da violência, os direitos dos cidadãos”, completou.

Naquela sessão, o Projeto de Lei Antifacção acabou aprovado por unanimidade pelo Senado, inclusive com voto de Flávio. Como o projeto foi alterado pelos senadores, precisou retornar à Câmara dos Deputados, onde recebeu sinal verde em fevereiro último.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o texto no mês seguinte, sem vetos a pontos polêmicos.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.