Empresa de advogado alvo da PF registrou imóvel de R$ 6 milhões atribuído a senador
Localizada em um bairro de luxo em Brasília, casa pertenceria ao senador Weverton Rocha (PDT-MA)
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

Investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto indicam que um imóvel de R$ 6 milhões, que pertenceria ao senador Weverton Rocha Marques de Sousa (PDT-MA), teria sido registrado em nome de uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, alvo da nova fase da investida policial.
Segundo relatório do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, apurações da PF apontam que o parlamentar estaria envolvido no esquema criminoso envolvendo descontos indevidos em contas de aposentados e pensionistas do INSS. Através de uma rede de terceiros e empresas de fachada, Rocha atuaria como beneficiário econômico oculto de operações financeiras, formulando demandas, indicando beneficiários, cobrando repasses e gerindo investimentos em imóveis.
Entre as evidências apontadas pela corporação, está a negociação de um imóvel residencial em bairro nobre de Brasília, avaliado e negociado em R$ 6 milhões. A propriedade foi registrada em nome da empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A, pertencente a Willer Tomaz, que, assim como o senador, foi alvo de busca e apreensão nesta terça-feira.
Willer, por sua vez, é indicado, pela PF, como um articulador da estrutura externa de suporte aos envolvidos no esquema e, especialmente, a Rocha, que seria o beneficiário final. Segundo o relatório, empresas, aeronaves privadas, pilotos, funcionários e interlocutores associados a Willer funcionavam como “um verdadeiro hub” colocado à disposição do senador para a movimentação e gestão de recursos.
Nova fase da operação
Nesta terça-feira (4), a PF realiza a nova fase da Operação Sem Desconto, que inclui o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão para apurar a suposta prática do crime de lavagem de dinheiro. Parentes do líder do PDT (Partido Democrático Trabalhista) no Senado, Weverton Rocha (MA), estão entre os alvos, assim como o advogado e empresário Willer Tomaz.
Os mandados foram expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), no Distrito Federal e no Maranhão.
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