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Fundação FHC responde Dilma e diz que tucano foi o 1° a reconhecer crimes da ditadura

Instituição ligada ao ex-presidente usou foto dele ao lado de Eunice Paiva para relembrar comissão criada no governo do tucano

Brasília|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Fundação FHC responde Dilma e diz que tucano foi o 1° a reconhecer crimes da ditadura Acervo Fundação FHC - 28/08/1995

A Fundação FHC respondeu a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), nesta terça-feira (4), por declarações da petista sobre o reconhecimento do governo federal dos crimes cometidos pelo regime militar e disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi o “primeiro a reconhecer as violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro durante a ditadura militar”.

Após o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, vencer o primeiro Oscar do Brasil, Dilma comemorou e disse que a história sobre o regime ditatorial só foi contada graças ao trabalho da Comissão Nacional da Verdade, criada durante seu governo.

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A Fundação FHC ressaltou a importância da Comissão da Verdade, mas destacou que, antes, Fernando Henrique criou a Comissão de Mortos e Desaparecidos, em 1995. Ao postar a mensagem, a instituição publicou uma foto do ex-presidente ao lado de Eunice Paiva.

“Em 1996, foi emitida a certidão de óbito de Rubens Paiva, oficializando o seu ‘desaparecimento’. A Comissão da Verdade permitiu que, por decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em dezembro de 2024, da certidão de óbito passasse a constar referência às circunstâncias ‘violentas, causadas pelo Estado brasileiro’ que levaram à morte do ex-deputado. Na história, não se constrói nada do zero”, alegou a fundação nas redes sociais.

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Em outras ocasiões, o escritor Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens e Eunice Paiva e autor do livro Ainda Estou Aqui, já disse que os fatos levantados pela Comissão da Verdade ajudaram na publicação do livro.

Ainda Estou Aqui vence o primeiro Oscar brasileiro

A noite de domingo foi histórica para o cinema brasileiro. Pela primeira vez uma produção do país ganhou um Oscar. Ainda Estou Aqui faturou a estatueta dourada de Melhor Filme Internacional na cerimônia realizada no Dolby Theater, em Los Angeles, nos EUA.

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“É uma honra receber isso. Esse Oscar vai para uma mulher que depois de uma perda tão grande em um regime autoritário, decidiu não se dobrar, não desistir. É para Eunice Paiva! E é para Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, disse o diretor Walter Salles no discurso de agradecimento.

A obra, baseada no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, conta a história de Eunice Paiva, mãe do autor e mulher do engenheiro e ex-deputado federal Rubens Paiva, morto pela ditadura militar em janeiro de 1971.

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Dona de casa em uma família de classe média no Rio de Janeiro, ela precisa se reinventar para cuidar dos cinco filhos enquanto busca informações sobre o marido, que sumiu ao ser levado pelo Exército para prestar depoimento.

Além de Fernanda Torres, estão no elenco Selton Mello (como Rubens Paiva) e Fernanda Montenegro (a versão mais velha de Eunice). O filme estreou nos cinemas brasileiros no dia 7 de novembro e virou um sucesso de bilheteria. Mais de 5 milhões de espectadores o viram, o que rendeu uma bilheteria acima de R$ 100 milhões.

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