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G7: Lula diz que nunca foi esquerdista e faz campanha por modelo de votação do Brasil

Conversa reservada com líderes da Alemanha e do FMI foi captada por transmissão; petista destacou a rapidez das eleições no país

Agência Estado

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula afirmou no G7 que nunca foi um "esquerdista" e destacou sua relação com sindicatos europeus.
  • O presidente brasileiro elogiou o sistema eleitoral do Brasil e sugeriu que a ONU o adote como modelo.
  • Durante a conversa com líderes, Lula destacou a rapidez e simplicidade do processo de votação no Brasil.
  • Lula participou do encontro do G7 na França como convidado, discutindo temas políticos e eleitorais.

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No G7, presidente Lula explicou, passo a passo, como a eleição ocorre no Brasil Ricardo Stuckert/PR - 17.06.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (17), durante uma conversa no G7, que “nunca” foi um “esquerdista”. Ele também “fez campanha” para o sistema eleitoral brasileiro e disse que a ONU (Organização das Nações Unidas) deveria adotar o modelo de votação.

Essas falas ocorreram em uma conversa com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e com a diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva. Apesar de o diálogo ser reservado, a chegada dos líderes para a reunião do G7, em Évian-les-Bains, na França, estava sendo transmitida, e ele pôde ser ouvido ao fundo.


Lula fazia uma digressão sobre a presença de líderes de direita e esquerda nos principais países do Ocidente. Falou que a direita liderou essas nações por muito mais tempo e chegou à conclusão de que “o mundo não é de esquerda”.

“Ou seja, o que isso prova? Que o mundo não é de esquerda [risos]. O mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade”, afirmou.


Georgieva, então, disse: “Mas, quando você foi presidente pela primeira vez, todo mundo esperava que você fosse um esquerdista, e você não foi”.

Lula respondeu, contando uma história sobre não ter conseguido ir à Rússia nos anos 1980: “Mas eu nunca fui esquerdista. Veja, eu era um dirigente sindical que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, tinha uma relação com o sindicalismo italiano, com a UGT espanhola. Em 1980, eu tinha um congresso na Rússia em que fui convidado e não fui para a Rússia porque estava condenado pela lei de segurança nacional. Fiz uma viagem pela Europa, angariando solidariedade, e passei a ser tratado como anticomunista”.


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Eleições no Brasil

Antes disso, Lula falava a Merz e a Georgieva sobre o sistema brasileiro de votação. O presidente explicou, passo a passo, como a eleição ocorre — como o eleitor se dirige à urna, os itens proibidos para a votação, em quais candidatos vota etc.

“A eleição no Brasil é muito rápida. Termina às 17h e, às 19h, já temos os resultados de 160 milhões de votos. Eu não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos outros países”, declarou Lula. Merz respondeu, em tom bem-humorado, que “na Alemanha nós não temos”.


O presidente brasileiro afirmou então aos dois que “em 30 segundos ele [eleitor] vota”, tentando transmitir a simplicidade com que se dá a votação no Brasil.

Falou também sobre a campanha eleitoral, disse que ela é curta e que há “quatro ou cinco candidatos” na disputa presidencial. Afirmou que ele é “o único eleito três vezes e possivelmente o único eleito quatro vezes”.

A conversa ocorreu antes da reunião do G7 nesta quarta-feira (17), na França. Lula participou do encontro como convidado.

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