Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Gonet pede ao STF que rejeite revisão criminal apresentada por Bolsonaro

Procurador-geral da República afirma que pedido da defesa tenta rediscutir questões analisadas pela Corte

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, solicitou ao STF que rejeite a revisão criminal apresentada pela defesa de Jair Bolsonaro.
  • Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada.
  • Gonet argumenta que a revisão criminal não pode ser usada para reexaminar questões já decididas pelo Supremo.
  • A defesa de Bolsonaro alega nulidades no processo e busca anular a condenação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A PGR afirma que as alegações apresentadas pela defesa já foram analisadas durante a ação penal Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil- 01.08.2025- -

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que rejeite a revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro contra a condenação imposta pela Primeira Turma da Corte no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

A manifestação foi encaminhada ao ministro Nunes Marques, e sustenta que o pedido da defesa não atende aos requisitos previstos na legislação para desconstituir uma condenação transitada em julgado.


Na ação, Bolsonaro busca anular a condenação que o sentenciou a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. A decisão também fixou multa e indenização coletiva de R$ 30 milhões, a ser paga solidariamente com outros condenados.

Leia Mais

No parecer, Gonet afirma que a revisão criminal possui hipóteses de cabimento restritas e não pode ser utilizada como uma nova instância recursal para reexaminar teses já apreciadas pelo Supremo. Segundo o procurador-geral, a legislação prevê o instrumento apenas em situações específicas, como a existência de decisão contrária à lei ou às provas dos autos, utilização de provas falsas ou surgimento de novas provas capazes de demonstrar a inocência do condenado ou reduzir a pena.


A PGR também destaca que as alegações apresentadas pela defesa já foram analisadas durante a ação penal e nos recursos posteriores, incluindo embargos de declaração rejeitados pela Primeira Turma. O parecer relembra ainda que o STF reconheceu o trânsito em julgado da condenação em novembro de 2025 e determinou o início do cumprimento da pena.

A defesa do ex-presidente argumenta que houve nulidades durante o processo, incluindo suposta incompetência da Primeira Turma para julgar a ação penal, irregularidades na certificação do trânsito em julgado, falta de voluntariedade na delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e cerceamento de defesa. Também pede a absolvição dos crimes atribuídos ao ex-presidente.


Agora, caberá ao relator analisar a manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de levar o pedido de revisão criminal para julgamento no Supremo.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.