Governo italiano ainda pode autorizar extradição de Zambelli mesmo após decisão da Justiça
Ministro da Justiça da Itália vai dar palavra final sobre o destino da ex-deputada, que deixou a prisão na semana passada
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O processo judicial de extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil ainda está longe de um fim. Apesar de, na semana passada, a última instância do Judiciário da Itália ter negado de forma definitiva um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro, o caso é complexo porque envolve duas frentes: a Justiça (âmbito jurídico) e a diplomacia entre governos (âmbito político).
Para começar, a situação dela não se resume a apenas um processo. Atualmente, existe um segundo pedido de extradição contra a ex-parlamentar que está na fila e ainda nem começou a ser analisado pelas autoridades responsáveis.
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Zambelli deixou a prisão na última semana, mas sua situação jurídica ainda não está totalmente resolvida. A decisão final não será apenas baseada nas leis.
Quando não houver mais nenhuma chance de recurso nos tribunais (ou seja, quando todas as vias judiciais forem esgotadas), o caso sairá das mãos dos juízes e entrará no campo político da Itália.
No caso, estará nas mãos do ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio. É ele quem dará a palavra final sobre o destino da deputada. O ministro tem o poder político de concordar ou discordar do envio dela para o Brasil.
Pelas regras locais, assim que a Justiça italiana publicar a decisão final do tribunal, o ministro Carlo Nordio terá um prazo máximo e estrito de 45 dias para dar o seu veredito: se autoriza ou se nega a extradição.
Condenações de Zambelli no STF
Em 2025, Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Em ambas as sentenças, o tribunal determinou a extradição dela.
Primeiro, Zambelli recebeu uma pena de 10 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica por invadir e adulterar dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Depois, a ex-deputada foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Zambelli recebeu a pena por ter perseguido armada um homem em São Paulo, um dia antes do segundo turno das eleições de 2022.
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