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‘Impressão que passa é que a PF está promovendo uma pesca probatória’, diz defesa de Lulinha

Inquérito vai investigar contratos do Ministério da Saúde para fornecimento de cannabis

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Inquérito da Polícia Federal investiga Lulinha, filho do presidente Lula, por contratos de fornecimento de cannabis do Ministério da Saúde.
  • Defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, critica a investigação, comparando-a a uma "pesca predatória".
  • Ministro do STF, André Mendonça, autorizou a abertura do inquérito a pedido da PF.
  • Defesa afirma que Lulinha não tem relação com irregularidades e que ele está tranquilo quanto às investigações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

André Mendonça autorizou abertura do inquérito contra Lulinha Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo - 04.03.2008

Após a abertura do inquérito da Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a defesa afirmou que a decisão causa estranheza, mas que recebeu a informação com tranquilidade.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que a PF (Polícia Federal) precisa usar a independência e a autonomia que tem com responsabilidade e ainda falou em “pesca probatória” — expressão utilizada no meio jurídico para se referir a uma busca genérica por provas sem indícios concretos.


“É estranha a notícia sobre a instauração de um novo inquérito, a impressão que passa que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de fishing expedition, uma pesca probatória. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali’. Isso é muito grave”, comentou.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou, nessa quinta-feira (30), a abertura do inquérito após pedido da PF para investigação de contratos do Ministério da Saúde para o fornecimento de cannabis.


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O advogado ressaltou que nada foi encontrado nas investigações relacionadas às fraudes do INSS e defendeu que o cliente não tem relação com os negócios da sua amiga, a empresária Roberta Luchsinger, que teria apresentado o filho de Lula ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

No documento enviado ao STF, os investigadores afirmam ter identificado pagamentos feitos por Lulinha à RL Consultoria.


“Nós vamos ter a oportunidade de demonstrar uma vez mais que o Fábio não tem relação direta ou indireta com essa ou qualquer outra irregularidade. Ele está tranquilo”, afirmou Carvalho.

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