Itamaraty contesta acusação dos EUA de que Brasil ajuda China a burlar tarifas de importação
Segundo o ministério, país foi incluído no relatório sem a apresentação de evidências
Brasília|Do R7, em Brasília

O Itamaraty contestou, nesta sexta-feira (14), a acusação dos Estados Unidos de que o Brasil atua como rota de triangulação de produtos da China para burlar tarifas americanas de importação.
Segundo o ministério, o Brasil foi incluído no relatório “The Great Transshipment Scam” sem a apresentação de evidências.
A pasta afirma ainda que não há, na relação comercial bilateral, incentivo tarifário ou regulatório que torne o Brasil uma “plataforma particularmente atrativa para a triangulação de produtos de outros países” e que as exportações brasileiras são majoritariamente de bens produzidos no Brasil.
“Trata-se sobretudo de bens do início da cadeia produtiva, como semiacabados de aço e alumínio, óleos combustíveis, celulose, carne bovina, materiais de construção e madeira”,
A nota ainda acrescenta que a China foca em produtos como equipamentos de telecomunicações, máquinas, eletrônicos, compostos químicos e autopeças, portanto, os fluxos comerciais têm naturezas distintas.
Nessa quinta (13), os Estados Unidos divulgaram um relatório acusando o Brasil e cerca de 40 países de transbordo ilegal. O Brasil foi incluído no grupo de “Nível 2”, classificado como “Integração Econômica Significativa”, junto a países como Turquia, Vietnã, Tailândia, Indonésia e Malásia.
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