Lindbergh aciona STF para incluir Flávio e Bolsonaro em investigação sobre atuação de Eduardo no exterior
Petição enviada relaciona suposto financiamento milionário do longa à atuação internacional de Eduardo Bolsonaro
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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Em documento enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o líder do PT na Câmara, o deputado federal Lindbergh Farias pede a ampliação do Inquérito 4.995, que tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. A investigação apura a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro, acusado de buscar apoio de autoridades estrangeiras para pressionar o Brasil, o STF e integrantes do Judiciário envolvidos nos processos sobre a tentativa de golpe de Estado.
A peça pede a ampliação objetiva e subjetiva da investigação para incluir Flávio Bolsonaro, apontado como possível operador político e financeiro da captação milionária junto a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e Jair Bolsonaro, apontado como beneficiário político direto da operação.
Segundo a petição, Flávio Bolsonaro teria cobrado dezenas de milhões de dólares de Vorcaro sob a justificativa de financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Bolsonaro. O documento cita reportagens publicadas em maio de 2026 que apontam negociações entre US$ 24 milhões e US$ 26,8 milhões para a produção audiovisual.
A petição sustenta que o caso precisa ser investigado porque haveria uma “contradição central”: se Flávio Bolsonaro teria solicitado os recursos para o filme, mas a produtora afirma não ter recebido valores de Vorcaro, seria necessário rastrear o destino do dinheiro.
O texto pede investigação para identificar quem recebeu os recursos, quem intermediou as operações, para onde os valores foram enviados e se houve utilização dos montantes na campanha internacional de Eduardo Bolsonaro por sanções, restrições de vistos, pressões diplomáticas e tarifas contra o Brasil.
Segundo o documento, Jair Bolsonaro apareceria como beneficiário direto em duas frentes: pela reconstrução política de sua imagem por meio do filme, previsto para ser lançado às vésperas das eleições de 2026, e pela ofensiva internacional voltada a constranger o STF e enfraquecer os julgamentos relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Entre os pedidos feitos ao Supremo estão o compartilhamento de provas das investigações envolvendo o Banco Master, a preservação de mensagens, contratos, áudios, comprovantes e metadados, além da apuração de possível lavagem de dinheiro, financiamento político irregular, propaganda eleitoral dissimulada e coação no curso do processo.
A petição também solicita que o STF avalie medidas cautelares contra Flávio Bolsonaro, como apreensão do passaporte, proibição de deixar o país e bloqueio de bens e valores relacionados à operação investigada.
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Defesa de Eduardo Bolsonaro
Após as reportagens sobre o filme “Dark Horse”, Eduardo Bolsonaro negou irregularidades envolvendo a produção e afirmou que o projeto não foi financiado por Daniel Vorcaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que participou do projeto como diretor executivo e disse que a iniciativa foi levada para os Estados Unidos para evitar o que chamou de “perseguição”. Eduardo também declarou que, no início da produção, utilizou cerca de R$ 350 mil próprios, convertidos em US$ 50 mil, para garantir contrato com um diretor de Hollywood.
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