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Justiça italiana marca para 29 de outubro novo julgamento sobre extradição de Zambelli

Defesa prevê nova rejeição do pedido e alega falta de garantias processuais; caso envolve condenação por perseguição armada

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Justiça italiana agendou para 29 de outubro novo julgamento sobre extradição de Carla Zambelli, condenada no Brasil por perseguição armada.
  • Defesa de Zambelli contesta a extradição, alegando falta de garantias processuais e perseguição política.
  • STF condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
  • Justiça italiana anulou processo anterior por falhas processuais e a defesa prepara revisões criminais e exclusão da Interpol.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Julgamento de Carla Zambelli por perseguir um homem, com arma em punho, começa no STF
Carla Zambelli perseguiu homem com arma um dia antes do 2º turno, em 2022 Reprodução/Redes sociais

A Justiça italiana marcou para 29 de outubro o julgamento que vai reavaliar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil, onde foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a cinco anos e três meses de prisão por perseguir armada um homem na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

Em abril deste ano, a Corte de Apelação de Roma deu decisão favorável à extradição da ex-parlamentar. A defesa de Zambelli recorreu à Corte de Cassação, instância máxima do sistema judicial italiano. Em julho, o tribunal anulou o processo após a identificação de falhas processuais, segundo a defesa, e determinou que a tramitação fosse reiniciada desde a primeira instância.

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Este é o segundo pedido de extradição de Zambelli analisado pela Justiça italiana neste ano. O primeiro estava relacionado à condenação do STF a dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Em maio, a Corte de Cassação rejeitou a extradição da ex-deputada nesse processo. A decisão apontou problemas relacionados à imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

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A defesa prevê que o novo pedido também seja rejeitado e alega “falta de garantias processuais” e desrespeito a “direitos humanos e princípios fundamentais”, segundo o advogado Eduardo Maurício.

“Maurício afirma ainda que está preparando duas revisões criminais e dois pedidos de exclusão de Interpol, pois as duas condenações no Brasil são abusivas e ilegais, baseadas em perseguição política e parcialidade do julgador, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ministro do STF Gilmar Mendes, cujos não analisaram as provas do processo, que demonstram a imperiosa necessidade de anulação dos dois casos e absolvição da ex-deputada”, afirmou o advogado.

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Condenação por perseguição armada

O caso que será analisado pela Justiça italiana envolve um episódio ocorrido em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

Na ocasião, Zambelli se desentendeu com o jornalista Luan Araújo após um ato político e o perseguiu pelas ruas do bairro dos Jardins com uma pistola em punho.

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O STF condenou a então deputada a cinco anos e três meses de prisão. A decisão foi tomada por nove votos a dois pelo crime de porte ilegal de arma de fogo e por dez votos a um pelo crime de constrangimento ilegal com emprego de arma.

Em junho deste ano, o ministro Gilmar Mendes, relator do caso no Supremo, encaminhou à Itália documentos para subsidiar o pedido de extradição. O magistrado defendeu a regularidade do processo e destacou que a condenação foi confirmada por ampla maioria dos ministros.

Entre as garantias apresentadas às autoridades italianas estão a previsão de cumprimento da pena na Penitenciária Feminina de Brasília, o acesso de Zambelli a advogados e familiares e à representação diplomática da Itália, além da possibilidade de envio periódico de informações às autoridades italianas, mediante solicitação formal.

Primeiro pedido foi rejeitado

Em maio deste ano, a Corte de Cassação reverteu a decisão da Corte de Apelação de Roma a favor da extradição de Zambelli no processo da condenação pela invasão aos sistemas do CNJ.

Segundo o entendimento da Justiça italiana, Moraes teria atuado em uma “dupla veste”, como julgador e como pessoa afetada pelo crime atribuído à ex-deputada. Durante a invasão dos sistemas do CNJ, foi inserido um mandado de prisão falso contra o ministro.

Após a decisão, Zambelli deixou a prisão em Roma, onde estava detida desde julho do ano passado.

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