Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Lula defende luta pelo fim da desigualdade de gênero ao receber homenagem em Angola

Presidente criticou que mulheres ainda sejam tratadas como ‘objeto de cama e mesa’ e disse que ‘elas podem governar o mundo’

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

  • Google News
Lula e o presidente de Angola, João Lourenço
Lula e o presidente de Angola, João Lourenço Ricardo Stuckert/PR - 25.8.2023

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (25) que quer liderar um movimento para combater a desigualdade de gênero para que as mulheres sejam mais respeitadas. Ele reclamou que o público feminino ainda seja tratado como “objeto de cama e mesa” e afirmou que as mulheres têm potencial para governar o mundo.

“Todos nós sonhamos com a participação da mulher na política, mas pela desigualdade de tratamento que a mulher recebe na sociedade, pela quantidade de desigualdade que existe no comportamento do homem com relação à mulher, ela ainda não conseguiu se expressar, como maioria que ela é, na política, nos países”, afirmou o presidente.


Compartilhe esta notícia no WhatsApp

Compartilhe esta notícia no Telegram


“Acho que é justo, de uma vez por todas, a gente compreender que elas podem, sim, ser a maioria e governar o mundo ao invés de nós [homens]. Quem sabe se um dia que a gente consiga isso, a gente acabe com a desigualdade mais grave, que é a mulher ser tratada como objeto de cama e mesa ainda em pleno século 21”, acrescentou Lula.

As declarações do presidente ocorreram durante visita a Angola. Ele foi condecorado com a Ordem Doutor António Agostinho Neto, medalha em homenagem ao primeiro presidente angolano que lutou pela independência do país africano.


“Espero que com essa honraria e essa medalha no peito, quem sabe alimentado pela inteligência e pelo pensamento revolucionário do Agostinho Neto, eu possa conseguir o intento de convencer a humanidade a se indignar contra a desigualdade”, destacou o presidente.

“É preciso que os homens amadureçam, que a humanidade amadureça. E agora, com as ideias do Agostinho Neto, é verdade que ele morreu, mas as ideias não morrem, continuam pairando no ar, entrando na cabeça de cada companheiro, essas ideias vão cair na minha cabeça e vamos conseguir esse intento”, reforçou.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.