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Lula diz que Trump fez ‘coisa desaforada’ contra o Brasil e ‘age como imperador’

Presidente afirmou que não houve reunião bilateral com Trump porque os países negociam as propostas tarifárias dos EUA

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula critica Donald Trump por proposta tarifária contra produtos brasileiros, chamando-a de "coisa desaforada".
  • Presidente brasileiro opta por não solicitar reunião bilateral com Trump, deixando negociações para ministros e representantes comerciais.
  • Governo brasileiro continua apostando no diálogo para evitar agravamento da disputa comercial com os EUA.
  • Lula defende a presença econômica da China em países em desenvolvimento, criticando a redução de investimentos ocidentais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (17) que Donald Trump fez uma “coisa desaforada” contra o Brasil ao anunciar uma nova proposta tarifária sobre produtos brasileiros e que o presidente americano “continua agindo como um imperador”.

Durante conversa com jornalistas após participar da cúpula do G7, na França, Lula disse que optou por não solicitar uma reunião bilateral com Trump porque as negociações estão sendo conduzidas pelos ministros e representantes comerciais dos dois países.


Lula conversou com jornalistas após participar da cúpula do G7, na França, Ricardo Stuckert/PR - 17.06.2026

“Eu não pedi bilateral para o Trump porque nós estamos em negociação. Eu acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele sabe disso. É por isso que eu disse que ele ainda continua agindo como imperador”, afirmou.

Apesar das críticas, Lula afirmou que o governo brasileiro continuará apostando no diálogo para tentar evitar um agravamento da disputa comercial.


“Eu nasci no mundo político negociando”, disse. “Acredito na capacidade do Itamaraty e da equipe econômica de conduzir essa negociação.”

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Relação com a China

Ao comentar as discussões realizadas durante o G7, Lula também rebateu críticas frequentes dos Estados Unidos e da União Europeia sobre o avanço da influência econômica chinesa em países em desenvolvimento.


Segundo ele, a expansão da China na América Latina e na África ocorreu porque as economias ocidentais reduziram sua presença e seus investimentos nessas regiões ao longo das últimas décadas.

“Eles não podem se queixar de que a China tomou espaço. Esse espaço estava vazio”, afirmou.


Segundo o presidente, empresas americanas deixaram de participar de licitações internacionais promovidas pelo Brasil, abrindo caminho para o avanço chinês. Além disso, ele reiterou que o Brasil não pretende escolher lados na disputa geopolítica entre EUA e China e que o interesse do país é ampliar as oportunidades de investimento e comércio.

“Quantos mais países tiverem interesse em investir no Brasil, comprar nossos produtos e participar da industrialização dos minerais críticos e das terras raras dentro do nosso território, serão bem-vindos”, afirmou.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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