Lula recebe Alckmin e ministros para debater uso do FGTS para renegociação de dívidas
Nova etapa do programa federal, que recebeu nome de Desenrola 2.0, deve ser anunciada oficialmente pelo governo nesta semana
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne, nesta terça-feira (28), com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e com os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Casa Civil, Miriam Belchior, para discutir o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar dívidas.
A permissão faz parte da nova etapa do programa de governo Desenrola. A proposta é de que o benefício seja usado com limites definidos, a fim de evitar a manutenção da população em superendividamento. A medida deve ser anunciada oficialmente pelo governo nesta semana.
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Pela primeira vez em quatro anos, o número de pessoas que deixaram de pagar contas no país chegou a 81,3 milhões — quase metade da população adulta brasileira (213,4 milhões de habitantes), segundo dados do Serasa.
Com o cenário de superendividamento crescente no Brasil, o governo pretende lançar o Desenrola 2.0, para renegociação de dívidas. Apesar das críticas de alguns setores, Durigan afirmou que o uso de recursos do FGTS será vinculado, por meio do programa, ao pagamento de dívidas.
Os principais débitos em aberto englobados pela iniciativa serão aqueles referentes a cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor. A medida deve liberar aproximadamente R$ 7 bilhões retidos nas contas de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025.
“Teremos muitos beneficiados. Vamos fazer um chamado à ação, a partir do anúncio do presidente, para que as pessoas, de maneira muito tranquila, muito direta e muito didática, procurem os bancos onde tenham esses três tipos de dívidas — as que mais impactam as famílias brasileiras”, comentou Durigan.
Inadimplência no Brasil
A expectativa é de que o novo programa facilite a negociação entre devedores e credores, para reduzir a proporção de famílias que usam a maior parte da renda mensal para pagar dívidas.
O Desenrola Brasil surgiu a partir de uma parceria do governo federal com instituições financeiras, para ajudar brasileiros a renegociarem dívidas com condições mais favoráveis, como descontos, parcelamentos e prazos estendidos, além de disponibilizar conteúdo de educação financeira à população.
Na primeira edição, lançada em julho de 2023, a adesão ao programa ocorreu de forma voluntária, tanto para os devedores quanto para as instituições financeiras. À época, o Brasil tinha 71,41 milhões de habitantes em situação de inadimplência.
Dois anos depois, em 2025, esse indicador saltou para 78,2 milhões — quase 7 milhões de pessoas a mais. No último dia 14, o próprio presidente Lula reconheceu que a primeira edição do Desenrola não atendeu às necessidades da população e que o programa precisa de aprimoramento.
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