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Lula sanciona pacote que amplia combate à violência contra a mulher e cria crime de vicaricídio

Um dos projetos de lei prevê monitoração eletrônica de agressores em casos de violência doméstica

Brasília|Giovana Cardoso e Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Lula sancionou um pacote de leis para combater a violência contra as mulheres.
  • Inclui a criação do crime de vicaricídio e a previsão de monitoramento eletrônico de agressores.
  • Institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas.
  • Propõe a educação como ferramenta essencial no combate à cultura da violência doméstica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ao todo, três projetos de lei foram anunciados Ricardo Stuckert/PR - 08.04.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (9) um pacote de leis voltado ao combate à violência contra as mulheres, com medidas que reforçam a proteção às vítimas e aumentam o rigor contra agressores.

Entre os principais pontos, estão a criação do crime de vicaricídio e a previsão de monitoramento eletrônico em casos de violência doméstica. O conjunto também institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas e amplia mecanismos para garantir o cumprimento de medidas protetivas. A iniciativa busca fortalecer a resposta do Estado a diferentes formas de violência e ampliar a proteção de grupos mais vulneráveis.


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De acordo com o presidente, a violência doméstica tem que ser tratada a partir da educação.

“Tinha que ter um projeto de lei educando os violentos. Se a gente não levar para o campo da educação essa questão da violência contra a mulher, a gente não resolve esse problema. É uma questão milenar, o homem achar que é melhor que a mulher”, disse.


Leis sancionadas

Um dos projetos de lei estabelece o uso obrigatório da tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres. Com o texto, o juiz passa a poder determinar o monitoramento eletrônico caso verifique alto risco para a mulher em situação de violência doméstica e familiar.

A medida prioriza a compra e manutenção das tornozeleiras e de dispositivos de acompanhamento para as vítimas e altera a legislação para tornar permanente o programa de monitoração eletrônica e de acompanhamento de mulheres em situação de violência.


Outro projeto sancionado tipifica o vicaricídio (assassinato de filhos ou parentes) como forma de punição a mulheres. O crime será considerado hediondo e terá penas de 20 a 40 anos de reclusão, mais multa.

Por fim, aprovou a lei que cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, que será celebrado no dia 5 de setembro.

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