‘Mais livros, menos ignorância’: Lula premia projetos e lança novo plano de leitura
Premiação reconhece projetos de incentivo à leitura e marca lançamento do novo Plano Nacional do Livro e Leitura
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (23), da entrega do 9º Prêmio VivaLeitura, iniciativa que reconhece projetos e experiências de destaque na promoção da leitura em todo o país. O evento, que celebra o Dia Mundial do Livro, premiou vencedores em cinco categorias e contou com investimento de R$ 550 mil.
Para Lula, a premiação simboliza o fim de um período de retrocesso nas políticas de educação e incentivo à leitura no Brasil. “Uma coisa extremamente importante, e eu queria que vocês compreendessem, é que o que vem acontecendo no Brasil é algo muito rápido, porque nós tivemos muito retrocesso no país. Há uma parte da sociedade brasileira, sobretudo da elite dirigente deste país, que rema para um lado para tentar deixar o povo na escuridão da desinformação e na ignorância”, afirmou.
O presidente também destacou o papel de escritores e incentivadores da leitura. “Quando aparecem pessoas como vocês, que ousam pensar e colocar no papel o pensamento de vocês, transformar coisas abstratas em histórias que mexem com a nossa emoção, a gente tem que, no mínimo, criar condições para que a genialidade de vocês seja conhecida por outras pessoas. Porque ninguém gosta do que não conhece. Ninguém gosta de um livro que nunca leu. O nosso papel não é dizer qual livro a pessoa vai ler, e sim criar condições para que ele possa chegar às mãos de todos”, disse.
Durante o evento, o governo federal também anunciou medidas de fortalecimento das políticas públicas de incentivo à leitura, como a assinatura do novo PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) 2026–2036 e a expansão da plataforma MEC Livros.
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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, afirmou que a atual gestão tem como diretriz ampliar o acesso ao livro. Segundo ela, o país registrou aumento de 3 milhões de consumidores de leitura. “As mulheres negras da classe C representam 30% das leitoras, formando o maior grupo. E é justamente na vida de pessoas mais vulneráveis que ações como essas têm gerado resultados reais”, destacou. Ela também ressaltou a retomada do prêmio após uma década sem edições.
O ministro da Educação destacou os investimentos na área e os avanços na alfabetização. De acordo com ele, o índice de crianças alfabetizadas na idade correta passou de 36%, no período pós-pandemia, para 66% em três anos. “Isso é um dado muito importante, porque a cultura da leitura começa ainda na primeira infância. O fortalecimento das políticas públicas e o acompanhamento familiar são fundamentais nesse processo”, afirmou.
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