Médicos de Bolsonaro dizem ao STF que medicamentos geram sonolência e desequilíbrio
Relatório atesta estabilidade cardíaca, mas alerta para efeitos colaterais de remédios usados para crises recorrentes de soluço
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Um novo relatório médico enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro aponta que medicamentos geraram sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal.
O documento indica estabilidade na área cardiológica, mas acende um alerta para efeitos colaterais provocados pelo tratamento contra crises recorrentes de soluço.
De acordo com a equipe médica, foi mantida a prescrição de remédios de ação central, que estão sendo administrados “no limite terapêutico de segurança”.
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Argumentos da defesa
Segundo a defesa de Bolsonaro, o tratamento médico intenso e o uso de fortes medicamentos — que teriam provocado uma “confusão cognitiva” — foram os motivos para que a equipe de segurança do ex-presidente inutilizasse uma pistola registrada em nome dele.
A alegação serviu para explicar o transporte irregular de uma pistola 9mm por sua equipe de segurança. O episódio veio a público após a Polícia Militar do Distrito Federal reter o armamento durante uma blitz em Taguatinga, região administrativa do DF.
Durante audiência de custódia realizada em novembro do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro justificou que uma “certa paranoia” o levou a violar sua tornozeleira eletrônica.
Na ocasião, ele explicou que o comportamento foi provocado pela interação inadequada de medicamentos fortes, prescritos por médicos diferentes.
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