Mendonça reage a Gilmar e diz que ministro tenta constrangê-lo no caso Master
Em nota, ministro também defendeu a urgência da aprovação de um código de ética no Supremo
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Após as críticas de Gilmar Mendes, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça divulgou uma nota nesta quinta-feira (17) negando que a decisão de tornar público o processo sobre o Master tenha sido dele e defendeu a urgência da aprovação de um código de ética no Supremo. Na fala, ele aponta que apenas retirou o sigilo dentro dos limites de sua função e “nos estritos limites do que lhe competia decidir”.
Ao retribuir as falas de Mendes, Mendonça critica sua atuação, alegando que o ministro “sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação”. A nota faz menção, ainda, aos episódios de bate-boca e cobranças protagonizados por Gilmar Mendes durante o julgamento de Alexandre de Moraes.
Antes da sessão, Gilmar teria enviado mensagens aos ministros Nunes Marques e Luiz Fux com cobranças e críticas sobre a abertura de uma investigação contra Moraes.
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“O relator jamais ameaçou quem quer que seja de execração pública, nem se valeu de linguajar impróprio para que alguém se retirasse de julgamento. Tampouco transformou o plenário num palanque ou picadeiro, vociferando aos berros, para tentar mascarar com truculência ilações vazias e que carecem de qualquer fundamento jurídico minimamente aceitável”, disse Mendonça.
Segundo o relator do caso Master, Gilmar estaria agindo de “forma seletiva” e apontou que ele estaria violando as regras da magistratura nacional ao opinar sobre o caso nas redes sociais.
“O momento reclama serenidade, respeito às instituições e apego às normas da República, à liturgia e ao decoro. O respeito não é somente aos pares, é sobretudo à instituição, afinal, como bem disse o Ministro Presidente, o Supremo Tribunal Federal não pertence a nenhum de seus membros”, completou.
Gilmar volta a criticar Mendonça
Mais cedo, Gilmar Mendes usou as redes sociais para defender o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, em relação aos questionamentos sobre sua ligação com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Na fala, Mendes também voltou a criticar o ministro André Mendonça, chamando o relator de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”.
Segundo Gilmar, Gonet teve “a honra injustamente manchada” devido à divulgação de mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Ele questiona, ainda, o fato de Mendonça ter exposto o caso, que também envolve o nome do ministro Alexandre de Moraes.
“Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então, por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável”, escreveu.
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