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Ministro diz não apoiar reforma da Previdência que aumente tempo de contribuição

Wolney Queiroz afirmou ao JR Entrevista que não pretende defender mudanças que penalizem os trabalhadores

Brasília|Yuri Achcar, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Volney Queiroz não apoia reformas da Previdência que aumentem o tempo de contribuição ou a idade mínima para aposentadoria.
  • Ele critica a reforma da Previdência de 2019, considerando as mudanças nas regras de pensão por morte como "criminosas".
  • Volney defende a revisão das desonerações da folha de pagamento e aponta distorções no sistema de proteção dos militares como desafios a serem enfrentados.
  • O ministro busca ampliar o número de contribuintes do INSS e pretende zerar a fila de pedidos do INSS até 2026.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Previdência
Ministro afirma que governo não apoiará reforma que aumente o tempo de contribuição no INSS Reprodução/Ministério da Previdência Social

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que não apoiará uma eventual reforma da Previdência que aumente o tempo de contribuição ou a idade mínima para aposentadoria. Ao JR Entrevista, o ministro disse que não pretende defender mudanças que, segundo ele, penalizam os trabalhadores.

A íntegra da entrevista será exibida às 22h30 desta quarta-feira (5) na RECORD News.

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Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma nova reforma diante das discussões sobre o equilíbrio das contas públicas, o chefe da pasta afirmou que seu papel no governo é priorizar a proteção social.

“Eu sou o cara da proteção social. Então, nessa discussão dentro do governo de uma nova reforma da Previdência, não contem comigo para aumentar a idade mínima para receber a contribuição e nem para aumentar o tempo de contribuição”, declarou.

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Segundo o ministro, a Previdência deve ser vista como um sistema de proteção social, e não como uma empresa voltada ao lucro. “A Previdência Social tem nome e sobrenome. Não é para dar lucro. É para cumprir o caráter social que ela existe”, afirmou.

Wolney Queiroz também criticou a reforma da Previdência aprovada em 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O ministro classificou como “criminosas” as mudanças nas regras para concessão de pensão por morte e citou o caso de uma viúva que, segundo ele, teve redução significativa da renda após perder o marido.

Questionado sobre alternativas para reduzir o déficit previdenciário, o ministro defendeu a revisão das desonerações da folha de pagamento, que, segundo ele, reduzem a arrecadação da Previdência.

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Ele também afirmou que o déficit causado pelo sistema de proteção dos militares representa uma distorção nas contas públicas e avaliou que o tema deverá ser enfrentado por um próximo governo.

“O dinheiro é o mesmo. O pagador de impostos termina pagando essa conta, e eu acho que é uma distorção que não é justa com o conjunto dos trabalhadores”, declarou.

Outro ponto destacado pelo ministro foi a necessidade de ampliar o número de contribuintes do INSS. O ministro afirmou que pretende investir em educação previdenciária e defendeu que trabalhadores autônomos, motoristas de aplicativo e MEIs (microempreendedores individuais) sejam incentivados a contribuir.

“Eu prefiro que ele pague 5% apenas e fique protegido pelo sistema do que não contribua com nada e, no futuro, dependa integralmente da assistência social”, afirmou.

Ao final da entrevista, Wolney Queiroz também reiterou a meta do governo de zerar a fila de pedidos do INSS ainda em 2026. Segundo ele, uma série de medidas foi adotada para acelerar a análise dos processos e o resultado deverá aparecer nos próximos meses.

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