Ministros assinam compromisso para investigação de crimes contra jornalistas
Protoco, lançado no Dia do Jornalista, prevê apoio a comunicadores para proteção em situações de violência
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministros do governo Lula assinaram, nesta terça-feira (7), um protocolo nacional para investigação de crimes contra jornalistas e comunicadores. A proposta é voltada a um compromisso para apoio à apuração e proteção de casos de violência.
O acordo teve apoio dos ministros da Justiça, Welligton César, e dos Direitos Humanos, Janine Mello, além da Secretaria de Comunicação Social do governo. O anúncio ocorreu em cerimônia no Planalto, no Dia do Jornalista, e em meio ao aumento de denúncias.
Relatório sobre Violações à Liberdade de Expressão da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), divulgado nesta terça, aponta que o Brasil teve cerca de 900 mil ataques virtuais contra jornalistas em 2025. O número leva a uma média de 2,5 mil casos por dia.
A ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello, atribui ao compromisso uma forma de proteger profissionais de imprensa. “É o caminho para construção de políticas públicas mais efetivas: integração, coordenação e continuidade”, diz.
“Reafirma a importância de institucionalizar políticas de proteção, de organizar diretrizes, fortalecer a coordenação entre entes federativos e ampliar a capacidade do estado na resposta às demandas, de forma mais estrutural e contínua”, emenda.
Atos de violência contra jornalistas também foram citados durante a cerimônia no Planalto, como o caso Tim Lopes. O jornalista foi morto em 2022, enquanto produzia uma reportagem sobre abuso de menores de idade e tráfico de drogas no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Dom Phillips, morto em 2022 junto com o indigenista Bruno Araújo, no Vale do Javari, no Amazonas também foi citado. O território indígena que protagonizou o crime é alvo de ações ilegais de garimpo, desmatamento e tráfico de animais. Além da invasão ilegal de terras.
Durante apresentação, o ministro da Justiça apontou números de mortes de jornalistas acompanhados pelo Conselho Nacional do Ministério Público: foram 64 homicídios de profissionais de imprensa entre 1985 e 2018, todos pela atuação jornalística.
Ele também destacou que ações contra profissionais de imprensa aumentaram pelo período de disputa política: “Proteger jornalistas, portanto, é proteger a própria condição de possibilidade de uma esfera pública fundada em fatos. Sem isso, não há debate democrático, há apenas guerra de narrativas, de quem grita mais alto ou mente com mais audácia”.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp















