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Moraes envia à PGR recursos contra restrições de visitas a Jair Bolsonaro

Na prática, cabe agora ao procurador-geral da República emitir parecer favorável ou contrário aos pedidos

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes encaminha à PGR recursos contra restrições de visitas a Jair Bolsonaro.
  • Recursos questionam proibição de visitas políticas e suspensão temporária do direito de Flávio Bolsonaro visitar o pai.
  • Defesas alegam que as restrições são "desproporcionais e inconstitucionais".
  • PGR deve emitir parecer, e Moraes poderá rever proibições ou submeter decisão ao STF.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os recursos contestam decisões que impuseram restrições às visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro Valter Campanato/Agência Brasil - 10/06/2025

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre dois recursos que questionam restrições de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os recursos contestam decisões que impuseram restrições às visitas a Bolsonaro e proibiram encontros de caráter político em sua residência até as eleições de 2026.


O primeiro documento mira a decisão que suspendeu temporariamente o direito de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitar o pai. A medida foi aplicada após o senador divulgar nas redes sociais uma carta manuscrita atribuída ao ex-presidente, ato visto pelo ministro como descumprimento do veto que impede Jair Bolsonaro de enviar mensagens ao público por meio de terceiros.

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O segundo recurso contesta a proibição do recebimento de visitas “com finalidade político-partidária até o término das eleições gerais de 2026”.


O veto impede qualquer tipo de reunião, gravação ou articulação política no local em que o ex-presidente cumpre restrições impostas pela Justiça.

Nos pedidos enviados ao STF, as defesas sustentam que as restrições são “desproporcionais e inconstitucionais”. Os advogados alegam:


  • Violação de direitos básicos: quebra do direito ao convívio familiar garantido pela legislação vigente;
  • Prejuízo à defesa técnica: impedimento de contato direto com Flávio, que está formalmente inscrito na equipe de advogados que defende o ex-presidente;
  • Afronta a prerrogativas: violação das garantias fundamentais do exercício da advocacia.

Na prática, cabe agora ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitir parecer favorável ou contrário aos pedidos. Após a manifestação da PGR, Moraes poderá rever as proibições, manter as decisões ou submeter a decisão ao julgamento colegiado na Primeira Turma ou no Plenário do STF.

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