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‘Não há um único centavo’: Mário Frias nega dinheiro de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro

Deputado afirma que não há recursos de Vorcaro no longa Dark Horse e diz que Flávio Bolsonaro apenas cedeu direitos de imagem da família

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mário Frias afirmou que não há recursos de Daniel Vorcaro no filme "Dark Horse" sobre Jair Bolsonaro.
  • Flávio Bolsonaro cedeu apenas os direitos de imagem da família para atrair investidores, sem ligação com a produção.
  • O deputado classificou o filme como uma superprodução hollywoodiana, financiada somente com capital privado.
  • Flávio Bolsonaro confirmou ter buscado patrocínio privado antes das suspeitas sobre Daniel Vorcaro surgirem, negando irregularidades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mário Frias firma que obra é bancada 100% com capital privado Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 21.06.2021

O deputado federal Mário Frias divulgou uma nota à imprensa nesta quarta-feira (13) afirmando que não há “um único centavo” do banqueiro Daniel Vorcaro no longa-metragem Dark Horse. A declaração foi feita após o vazamento de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro cobra o dono do banco Master pelo pagamento do filme em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na nota, Frias afirma que Flávio Bolsonaro não possui qualquer sociedade no filme ou na produtora responsável pela obra. “Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio”, escreveu.


O parlamentar também negou que haja recursos de Daniel Vorcaro envolvidos na produção. “Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita sobre ele e seu banco”, afirmou.

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Frias classificou Dark Horse como uma “superprodução em padrão hollywoodiano”, financiada integralmente com capital privado. Segundo ele, o filme conta com “ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional”, e deve ser lançado nos próximos meses.


O deputado também afirmou que o projeto vem sendo alvo de ataques desde o anúncio da produção. “Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional”, declarou.

Ao fim da nota, Frias citou sua passagem pela Secretaria Especial da Cultura durante o governo Bolsonaro. “Geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir”, concluiu.


Filme

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter pedido dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para produzir um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio afirma que procurava patrocínio privado para o filme Dark Horse, que conta a história de Bolsonaro e não possui incentivos públicos.

“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, disse o parlamentar em nota enviada à imprensa.


Ele diz que o pedido foi feito antes das suspeitas de fraudes envolvendo o Master. “Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro.”

Segundo Flávio, os pagamentos de Vorcaro eram feitos em parcelas. “O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme.”

No texto, o senador nega irregularidades e defende a criação de uma CPI no Senado para investigar o caso do Banco Master.

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