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O que falta para Bolsonaro ser preso? Veja etapas que ainda precisam ser cumpridas

Ex-presidente teve recurso negado pelo STF, mas ainda pode recorrer; no entanto, medida é considerada apenas tentativa de ganhar tempo

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • STF rejeita recurso de Jair Bolsonaro contra condenação por tentativa de golpe.
  • Pena de 27 anos e 3 meses é confirmada, com evidências de organização e liderança do ex-presidente.
  • Defesa tem cinco dias para apresentar novos recursos, considerado o "último fôlego" jurídico.
  • Após a rejeição dos recursos, STF emite mandado de prisão e a PF executa a prisão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bolsonaro pode ficar preso em casa, na sede da PF, na Papuda ou em uma unidade militar Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Um novo passo no processo da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal) pode levar Jair Bolsonaro à prisão. Com a publicação do acórdão do julgamento do recurso do ex-presidente contra a condenação, o caminho até a prisão ficou mais curto, mas ainda faltam algumas etapas.

Na Corte, a avaliação é de que Alexandre de Moraes não deve acelerar nenhum movimento antes de todos os trâmites formais se esgotarem. E a razão é puramente política: a prisão de um ex-chefe do Executivo tem impacto direto no ambiente institucional, e qualquer gesto fora do rito alimentaria discursos de perseguição.

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Ou seja, não há intenção de “queimar a largada”, mesmo com pressão pública e especulações sobre datas.

Leia mais

Últimos recursos

Após a rejeição do primeiro recurso contra a condenação, a defesa do ex-presidente ainda pode contestar a decisão da Primeira Turma.

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Os advogados de Bolsonaro podem apresentar outros embargos de declaração, usados para apontar supostas omissões ou contradições nos votos dos ministros.

Na prática, contudo, é raro que isso reverta alguma condenação, já que alguns ministros classificam esse tipo de recurso como uma tentativa de ganhar tempo.

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Essa fase funciona como uma espécie de “último fôlego” jurídico, mas não muda a percepção interna de que o processo está praticamente encerrado.

Ao analisar o primeiro recurso do ex-presidente contra a condenação, a Primeira Turma do STF reforçou que a tentativa de golpe foi organizada, estruturada e liderada por Bolsonaro, com participação de integrantes do governo e apoio de setores das Forças Armadas.

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O que mais pode ser feito?

A defesa também poderia recorrer com os chamados embargos infringentes, na tentativa de levar o caso ao plenário do STF.

Mas essa opção geralmente só é aceita quando ao menos dois ministros de um colegiado votam pela absolvição do réu. No caso de Bolsonaro, só Luiz Fux divergiu na Primeira Turma, o que praticamente inviabiliza essa estratégia.

Depois que esses últimos recursos forem analisados, o Supremo publica um novo acórdão, e o processo fica pronto para a etapa decisiva.

Quando os segundos embargos forem rejeitados, a tendência é de que o processo transite em julgado. Isso significa, na prática, que não há mais recursos possíveis.

A partir daí, o ministro Alexandre de Moraes pode determinar o início do cumprimento da pena. A secretaria do STF, então, emite o mandado de prisão, e a Polícia Federal passa a ser responsável por encontrar o ex-presidente e levá-lo ao local definido.

Onde Bolsonaro vai ficar preso?

Hoje, há quatro cenários possíveis:

  • Manutenção da prisão domiciliar;
  • Sala especial na sede da Polícia Federal;
  • Complexo Penitenciário da Papuda;
  • Unidade militar.

*Sob supervisão de Leonardo Meireles

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