O que Vorcaro precisa entregar à PF para negociar nova delação
Primeira proposta de colaboração foi rejeitada; PF considerou que o banqueiro omitiu informações relevantes
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A PF (Polícia Federal) recebeu uma nova proposta de acordo de delação premiada pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Para a PF aceitar as novas informações, os anexos precisam ter o que o jargão jurídico chama de “eficácia eficaz”, ou seja, provas robustas, extratos, caminhos de dinheiro e nomes de terceiros que a polícia ainda não tinha acesso.
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A proposta está na fase que os investigadores chamam de “pré-delação”.
Significa que não há garantias. O recebimento da proposta não significa que ela será homologada. A PF está fazendo a checagem cruzada, ou seja, batendo o que a defesa entregou com o que já foi apreendido em operações anteriores.
Além disso, a negociação atual gira em torno do que Vorcaro vai entregar versus o que ele receberá em troca, como redução de pena, perdão judicial, manutenção de bens ou multas financeiras. A PF quer garantir que o banqueiro não omita nenhum fato, o que anularia o processo.
Uma reunião técnica entre delegados da corporação e membros da PGR (Procuradoria-Geral da República) estava agendada para essa quarta-feira (3), quando os termos do documento seriam debatidos, mas o encontro foi adiado.
O adiamento da reunião serve para que a PF monte um relatório de viabilidade. Nos próximos dias, o cenário deve seguir duas linhas.
Se a PF der parecer positivo, a reunião com a PGR é remarcada, o Ministério Público avalia os termos e o acordo é desenhado para ser enviado à homologação do relator, ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Se a PF achar insuficiente, a proposta é devolvida aos advogados para que adicionem mais provas ou é sumariamente recusada, e as investigações seguem o curso normal.
Primeira tentativa
Na semana passada, a PF havia rejeitado a primeira proposta de colaboração por considerar que Vorcaro omitia informações relevantes. O banqueiro negocia a delação desde março, quando foi preso pela segunda vez.
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