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Pacote de medidas ambientais amplia unidades de conservação brasileiras e proteção à Caatinga

Presidente Lula assinou três normas e anunciou investimentos para proteção de ecossistemas e enfrentamento às mudanças climáticas

Brasília|Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente Lula anuncia pacote de medidas para proteção de biomas e combate às mudanças climáticas.
  • Novas unidades de conservação são criadas e áreas protegidas são ampliadas, incluindo o Parque Nacional do Tanaru e a APA do Paleocanal do Rio Tocantins.
  • Investimentos de R$ 2 bilhões são destinados ao Ibama e ICMBio, além de R$ 834 milhões do Fundo Clima para projetos de restauração da vegetação nativa.
  • Ministro do Meio Ambiente destaca redução do desmatamento em biomas como Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cerimônia no Palácio do Planalto marcou passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho Valter Campanato/Agência Brasil – 10.06.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nessa quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, em Brasília, um pacote de iniciativas para a preservação e proteção dos biomas brasileiros, bem como para enfrentamento dos impactos causados pelas mudanças climáticas. A cerimônia marca a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado anualmente em 5 de junho.

Durante a agenda, Lula assinou dois decretos: um que autoriza a criação de novas unidades de conservação e a ampliação de áreas protegidas e outro para simplificar e agilizar os repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente a estados e municípios, com foco na prevenção e no combate a incêndios florestais.


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Além disso, o presidente sancionou a lei que cria a Política Nacional para Recuperação da Caatinga. “Pela primeira vez, saímos na frente na luta para combater as possíveis queimadas que virão. A perspectiva é de que o El Niño será muito violento e de que teremos mais desastres climáticos. Mas, pela primeira vez, estamos preparados antecipadamente para enfrentar a situação”, declarou.

Queda no desmatamento

O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, produzido pelo instituto MapBiomas, mostrou que, em 2025, o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados (984,7 mil hectares), um fato também inédito.


O estabelecimento de unidades de conservação ajuda na contenção desse desmatamento, pois protege ecossistemas estratégicos. As novas definidas pelo decreto são o Parna (Parque Nacional) do Tanaru, em Rondônia, e a APA (Área de Proteção Ambiental) do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará.

Além disso, o governo federal ampliou os Parnas da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí.


Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco lembrou que a queda no desmatamento ocorreu em diferentes biomas. “Na Amazônia, a diminuição foi de 50% e segue caindo; no Cerrado, de 32%; e, no Pantanal, de 63%”, ressaltou.

O chefe da pasta acrescentou que, desde 2023, o país saiu de um “período de desestruturação institucional para reconstruir as capacidades do Estado, fortalecer os órgãos ambientais, recuperar instrumentos de planejamento e restabelecer a coordenação entre governo federal, estados, municípios e sociedade”.


Investimentos

Ainda durante o evento, representantes do governo federal anunciaram investimentos de R$ 2 bilhões para ações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

O presidente ainda assinou atos que destinam um financiamento de R$ 834 milhões do Fundo Clima para empresas e organizações da sociedade civil que propuseram projetos de restauração da vegetação nativa. Os recursos são administrados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Para a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, o financiamento é um marco. “Além de enfrentar o desmatamento, temos reconstruído nossas florestas. E isso é uma coisa que ninguém está fazendo no mundo como nós”, assinalou a gestora.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído em 1972 pela ONU (Organização das Nações Unidas) durante a Conferência de Estocolmo, na Suécia. Na ocasião, ocorreu o primeiro grande evento da instituição voltado a esse tema.

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