Manter políticas de preservação de um governo para outro é um desafio, diz pesquisador
País terminou 2025 com uma queda de 20,6% no desmatamento
Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS
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A divulgação pelo MapBiomas dos dados do relatório anual do desmatamento no Brasil mostrou que, pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano. Todos os biomas registraram redução da área desflorestada.
Em geral, o país terminou 2025 com uma queda de 20,6% no desmatamento; segundo o pesquisador Guilherme Lefèvre, do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV (Fundação Getúlio Vargas), esse resultado se deve à maior fiscalização e ao monitoramento das florestas exercido pelo governo federal.

“A gente não está falando do produtor rural ou de quem tem uma propriedade. A gente está falando do desmatamento ilegal. [...] Eu acho que um grande desafio que a gente tem pela frente é tornar essa política de reduzir o desmatamento uma política de Estado e não que venha um governo [...] e as coisas mudem”, opinou o especialista no Conexão Record News desta quarta (27).
Lefèvre também enxerga como obstáculo fazer com que a perspectiva geral mude para pensar em conjunto um desenvolvimento com a Amazônia e as possibilidades que ficam disponíveis graças à preservação. Por conta disso, ele defende que o governo ofereça incentivos aos produtores rurais para impedir que eles cometam o desmatamento, mesmo legal.
“Para ele enxergar a oportunidade que ele tem ao manter a floresta em pé e não desmatar o que ele pode desmatar dentro da lei”. Ele aponta que até o desflorestamento legal terá que ser mais regularizado, por conta do compromisso brasileiro em produzir menos gases de efeito estufa.
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