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PF diz que pode ouvir Vorcaro se ele tiver ‘crise de consciência’ e trouxer fatos novos

Diretor-geral afirma que delação é direito do investigado, mas exige informações inéditas que ajudem a investigação a avançar

Brasília|Natália Martins, da RECORD, e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal rejeitou duas propostas de delação premiada de Daniel Vorcaro por falta de informações inéditas.
  • Vorcaro poderá ser ouvido novamente caso apresente informações novas e relevantes para as investigações.
  • A delação é um direito do investigado, mas deve cumprir requisitos legais para ser validada.
  • Há uma preocupação com a integridade e preservação dos dados coletados para evitar a anulação da investigação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PF rejeitou duas propostas de delação premiada de Vorcaro por falta de informações inéditas Banco Master/Divulgação

Após rejeitar duas vezes as propostas de delação premiada apresentadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a Polícia Federal admite que ainda pode ouvir o dono do extinto Banco Master caso ele tenha uma “crise de consciência” e decida apresentar informações novas e relevantes para o avanço das investigações.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Vorcaro pode voltar a procurar a corporação caso decida revelar fatos inéditos e apresente elementos capazes de abrir novos caminhos para a obtenção de provas.


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“Se o cara — e aí não falo só do caso concreto [do Vorcaro], mas de qualquer investigado — tem uma crise de consciência [e fala]: ‘Beleza, agora acordei, e acabou. Vou lá, vou falar tudo que eu sei que eu preciso falar’. Maravilha. Venha. Siga o rito legal e traga os elementos suficientes para que as coisas avancem”, afirmou Rodrigues.

Segundo o diretor-geral da PF, as ofertas de Vorcaro que foram rejeitadas não despertaram interesse técnico porque grande parte das informações apresentadas já era conhecida pela corporação ou já estava comprovada por elementos reunidos durante a investigação.


Rodrigues afirmou que uma delação não depende da “boa vontade” da polícia. Segundo ele, a colaboração premiada é um direito do investigado, mas só pode ser validada quando atende aos requisitos previstos em lei.

Integridade das provas

Ainda sobre o caso Master, o diretor-geral da PF destacou que há uma “grande preocupação” em relação à integridade e à preservação dos dados coletados para evitar qualquer questionamento que possa levar a uma anulação parcial ou total da investigação.


Segundo ele, para proteger a integridade do material, que é acessado por advogados, Ministério Público e Judiciário, a PF tem adotado uma postura rigorosa no controle interno.

“Essa é uma grande preocupação — não só nessa operação, de todas as operações, mais ainda quando tem essa sensibilidade —, que é a questão da custódia de provas, que é a questão de preservação dos dados que nós coletamos”, comentou. “Nós temos essa cautela, essa preservação e atuamos rigorosamente”, acrescentou Rodrigues.

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