PGR defende condenação do ministro Marco Buzzi por assédio e importunação sexual
Posicionamento da Procuradoria é um passo considerado importante para o andamento do caso, que terá desfecho em agosto
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A PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) um parecer favorável à responsabilização do ministro Marco Buzzi. O magistrado é alvo de investigações que apuram a suposta prática de crimes de importunação e assédio sexual contra duas mulheres.
Segundo as investigações, as denúncias partiram de uma jovem de 18 anos e de uma ex-assessora que trabalhava diretamente em seu gabinete na Corte. O caso corre sob sigilo de Justiça devido à natureza das acusações e para preservar a identidade das vítimas.
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O posicionamento da PGR é um passo considerado importante para o andamento do caso, uma vez que sinaliza ao STJ que o Ministério Público Federal encontrou elementos e indícios de autoria e materialidade suficientes para que as investigações tenham prosseguimento ou para que medidas cabíveis sejam tomadas contra o magistrado.
Julgamento em agosto
O STJ marcou para agosto de 2026 o julgamento do processo administrativo disciplinar contra o ministro. Buzzi foi afastado de suas funções no STJ em fevereiro.
Em depoimento, o ministro negou todas as acusações. A defesa apresentou documentos, perícias e laudos médicos (incluindo diagnóstico de disfunção erétil) para contestar os relatos.
O STJ suspendeu os benefícios extras (conhecidos como “penduricalhos”) de Buzzi, mantendo apenas o seu subsídio básico.
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