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STJ marca depoimentos de vítimas e testemunhas no caso do ministro Marco Buzzi

Na ocasião, serão ouvidas as duas mulheres que denunciaram o ministro, além de cerca de 20 testemunhas

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A comissão de sindicância do STJ se reunirá em 11 de junho para investigar o ministro Marco Buzzi, acusado de importunação sexual.
  • Serão ouvidas duas denunciantes e cerca de 20 testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação.
  • Buzzi está afastado desde fevereiro e enfrenta investigações no STJ e um inquérito no STF.
  • A defesa do ministro nega as acusações, alegando que a instrução processual provará sua inocência.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Marco Buzzi está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro deste ano Gustavo Lima/Divulgação/STJ

A comissão de sindicância do STJ (Superior Tribunal de Justiça) vai se reunir no próximo dia 11 de junho para dar andamento às investigações contra o ministro Marco Buzzi, acusado de importunação sexual.

Na ocasião, serão ouvidas as duas mulheres que denunciaram o ministro, além de cerca de 20 testemunhas de defesa e de acusação.


Buzzi está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro e, além do procedimento interno no STJ, também é alvo de um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal).

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A investigação começou após a acusação de uma jovem de 18 anos. Posteriormente, uma servidora pública também denunciou o ministro por crime sexual.


Os depoimentos serão acompanhados pelos ministros da comissão e por uma desembargadora federal. Essa coleta de provas vai basear a decisão final do tribunal após a conclusão das apurações.

Denúncias contra Buzzi

Buzzi foi afastado do STJ em fevereiro deste ano. Ele é investigado por duas denúncias de importunação sexual.


A primeira denúncia foi feita por uma jovem de 18 anos, que relatou ter recebido convite do ministro para entrar no mar durante uma viagem ao litoral de Santa Catarina. Segundo o relato, ele sugeriu caminhar até um ponto mais afastado da faixa de areia, longe dos pais dela.

Ainda de acordo com o depoimento, o ministro teria feito elogios à aparência da jovem e, em uma área fora do campo de visão das pessoas na praia, conduzido-a para uma parte mais funda do mar, onde teria ocorrido contato físico indesejado.


Depois, uma ex-servidora do gabinete de Buzzi o denunciou por importunação sexual.

A defesa do ministro nega as acusações. “A instrução processual evidenciará a inocência do magistrado ao fragilizar as acusações unilaterais apresentadas. Reitera, ainda, que o depoimento da suposta vítima necessita ser corroborado por provas consistentes, em respeito ao devido processo legal e à busca da verdade dos fatos.”

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