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PGR defende depoimento de Flávio Bolsonaro à PF em caso de calúnia contra Lula

Ação trata de postagem feita na rede social X; senador afirmou que presidente seria delatado após captura de Nicolás Maduro

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, defendeu o depoimento de Flávio Bolsonaro à PF em caso de calúnia contra Lula.
  • A PF concluiu que Flávio Bolsonaro cometeu o crime de calúnia em postagem nas redes sociais.
  • A publicação de Flávio no dia 3 de janeiro mencionava Lula e o Foro de São Paulo em relação a crimes graves.
  • O depoimento é relevante, pois a retratação formal pode isentar o investigado de pena segundo a legislação brasileira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ao longo das investigações, defesa de Flávio tentou postergar o depoimento do senador Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado - Arquivo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, defendeu, em manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro seja ouvido novamente em caso de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O parecer foi feito no âmbito de uma investigação que apura a suposta prática do crime de calúnia cometido pelo parlamentar contra o presidente da República. Na semana passada, a PF (Polícia Federal) concluiu que o senador cometeu o delito pelo qual é investigado.


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A ação trata de postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos.

Na publicação, o senador declarou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.


Ao longo das investigações, a defesa de Flávio Bolsonaro tentou postergar o depoimento do senador, condicionando a oitiva à realização prévia de uma série de diligências.

O procurador-geral frisou que escutar o congressista é uma medida de especial relevância jurídica devido à possibilidade de retratação cabal.


Pela legislação brasileira, se o investigado se retratar formalmente antes de uma eventual sentença judicial, ele pode obter a isenção de pena para o delito apontado.

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