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PGR se manifesta contra divulgar lista de pessoas supostamente monitoradas pela Abin

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta semana que ainda aguarda a lista

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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PGR é contra lista de monitorados pela Abin
PGR é contra lista de monitorados pela Abin Antonio Cruz/Agência Brasil - 02.03.2023

A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra pedido do grupo de advogados Prerrogativas para tornar pública a lista de pessoas supostamente espionadas de maneira ilegal pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), no episódio conhecido como "Abin paralela". O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta semana que ainda aguarda a lista. 

A ferramenta permitia acompanhar até 10 mil celulares a cada 12 meses e criava históricos de deslocamento e alertas em tempo real da movimentação dos aparelhos cadastrados. A Polícia Federal trabalha com a suspeita de que a Abin foi usada para ajudar filhos do ex-presidente fornecendo informações para que eles pudessem se defender de investigações judiciais em tramitação na Justiça. A informação foi confirmada à reportagem por interlocutores.

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Segundo a PGR, embora tenha ocorrido o levantamento do sigilo de alguns documentos relativos ao caso, as investigações continuam em andamento e tramitam em caráter sigiloso, de modo que o compartilhamento de informações sensíveis neste momento pode comprometer o resultado da apuração.

"Além disso, o arrolamento dos eventuais alvos monitorados irregularmente pelo órgão de inteligência não foi concluído, razão pela qual, mesmo superando a questão do sigilo, seria inviável prestar as informações pleiteadas", diz. 

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As investigações da PF apontam para um suposto uso indevido de uma ferramenta da Abin para monitorar autoridades brasileiras, incluindo os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Durante a operação conduzida para apurar o caso, a corporação realizou buscas em endereços relacionados ao deputado federal e ex-diretor-geral da agência Alexandre Ramagem (PL-RJ) e ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A apuração da PF mostrou que os investigados criaram uma estrutura paralela dentro da Abin. "[O grupo] utilizou ferramentas e serviços daquela agência de inteligência do Estado para ações ilícitas, produzindo informações para uso político e midiático, para a obtenção de proveitos pessoais e até mesmo para interferir em investigações da Polícia Federal."

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