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Pressão sobre Fachin aumenta após decisão de Mendonça de afastar Andrei Rodrigues da PF

Integrantes do governo e aliados do Palácio do Planalto passaram a cobrar uma resposta rápida do presidente do STF

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro André Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, aumentando a pressão sobre o presidente do STF, Edson Fachin.
  • A decisão de Mendonça surpreendeu a cúpula do STF e gerou forte reação em Brasília, com cobranças de resposta rápida de Fachin.
  • Fachin busca pacificar os conflitos entre magistrados e órgãos de investigação, prometendo medidas firmes e proporcionais conforme a Constituição.
  • A decisão de afastamento foi apoiada pela maioria da Segunda Turma do STF, em meio a desconfianças sobre a atuação de Rodrigues nas investigações do caso Master.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Planalto avalia que decisão de Mendonça aprofunda crise institucional e afeta segurança do governo Ton Molina/STF - Arquivo

A pressão sobre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, aumentou após a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

É a segunda decisão de Mendonça a pegar de surpresa a cúpula da Suprema Corte. Na semana passada, o ministro retirou o sigilo de relatório da Polícia Federal que revelou a troca de mensagens entre o colega Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


A nova medida gerou forte reação em Brasília. Integrantes do governo e aliados do Palácio do Planalto passaram a cobrar uma resposta rápida de Fachin, avaliando que a remoção da cúpula da PF por decisão individual aprofunda a crise institucional e afeta a segurança do governo.

Fachin já tentava conter os atritos na Corte após desentendimentos envolvendo relatórios de inteligência e pedidos de investigação entre ministros. Agora, o presidente do STF é cobrado a adotar medidas para pacificar o conflito entre os magistrados e os órgãos de investigação.


Na semana passada, Fachin descartou a adoção de “atalhos” e disse que a resposta será “firme, proporcional e rigorosa”.

Caso

Na manhã dessa terça (8), André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.


A decisão, tomada a partir de um pedido do partido Novo, ocorre em meio à crise institucional no Supremo e à desconfiança sobre a atuação de Rodrigues nas investigações do caso Master.

Poucas horas depois, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão de Mendonça.


Na decisão, Mendonça justifica o afastamento “pela superlativa gravidade e ilicitude na produção de ‘relatórios de inteligência’ pela Polícia Federal”.

Os documentos citados pelo relator foram usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir investigação contra Mendonça e, segundo a PF, não possuem valor probatório.

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