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Projeto para flexibilizar licenças conta com pedidos do Planalto e divide parlamentares da Câmara

Ambientalistas apontam risco e pedem por adiamento, enquanto setor produtivo defende aprovação do projeto; entenda

Brasília|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Proposta para flexiblizar o licenciamento ambiental está prevista para avançar no Senado Christinan Braga/Greenpeace - Arquivo

A proposta que flexibiliza licenças ambientais tem dividido parlamentares da Câmara. De um lado, ambientalistas pedem pelo adiamento e mudanças ao texto, enquanto deputados ligados ao setor produtivo defendem a votação. A análise do projeto pode ser concluída ainda nesta terça-feira (15).

Além da posição de ambientalistas (veja mais abaixo), o pedido de adiamento ganhou força entre governistas e motivou uma reunião entre parlamentares e ministros do governo Lula, logo no início da semana.

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • A proposta de flexibilização das licenças ambientais divide parlamentares da Câmara.
  • Ambientalistas pedem adiamento do projeto, citando riscos ao meio ambiente.
  • O governo discute mudanças com a base, mas alterações não foram incorporadas ao texto.
  • Setor produtivo defende a aprovação, afirmando que a mudança moderniza o sistema de licenciamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os ministros Rui Costa (Casa Civil), Marina Silva (Meio Ambiente) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) se reuniram com deputados da base governista para discutir o projeto nesta segunda-feira.

Conforme apurou o R7, o encontro discutiu riscos ligados à licença ambiental especial — que foi incluída pelo Senado e pode ser definida a partir de prioridades políticas. A consideração seria de que são necessárias ao menos três fases de análise para uma eventual aceleração de projetos, ao invés de apenas uma etapa por parte de um conselho.

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Leia mais

O governo também fez pedidos de mudança ao relator do texto, deputado Zé Vitor (PL-MG), mas alterações não foram incorporadas.

Uma nova versão do texto apresentada pelo parlamentar voltou a incluir a previsão de que negócios de mineração tenham facilidades de licenças. Inicialmente, empreendimentos de grande porte da área estavam de fora do texto.

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Nos bastidores, o movimento não tem indicado mudança na previsão de votação. A previsão é que o texto seja concluído até antes do recesso parlamentar, que começa na sexta-feira (17).

Com aprovação, dada como certa, governistas passaram a negociar trechos de veto pelo presidente Lula. A proposta também deve ser judicializada. Essa possibilidade é cotada por ao menos dois partidos da Câmara, e também pode ser acionada por entidades de órgãos que passarão por mudanças de fiscalização.

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Frentes parlamentares

Um tempo maior para análise faz parte de uma manifestação encabeçada pela Frente Parlamentar Ambientalista, e assinada por representantes de outros 22 grupos dentro da Câmara. O pedido aponta que a flexibilização de licenças aumenta riscos ambientais.

“O que está em risco é a própria finalidade do licenciamento, qual seja, mitigar danos ambientais e assegurar sustentabilidade aos empreendimentos e atividades econômicas, garantindo que o país se desenvolva sem comprometer os ecossistemas naturais e o bem-estar do conjunto da população”, diz trecho de nota divulgada.

Frentes parlamentares do setor produtivo divulgaram comunicado a favor do projeto. A avaliação do grupo, que alcança as maiores bancadas da Câmara, como a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e a FPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo), é de que a mudança “moderniza o sistema de licenciamento ambiental”, agilizando a liberação de projetos de infraestrutura.

“Ele não flexibiliza as exigências legais nem concede ‘licenças automáticas’ indiscriminadamente. Pelo contrário: cria critérios objetivos, prazos definidos e instrumentos proporcionais ao grau de impacto ambiental de cada atividade”, diz trecho da manifestação.

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