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Quarta Instância

O papel de Thiago Miranda no caso Master, segundo a PF

Alvo de operação realizada nesta quinta-feira, publicitário atuou para que Daniel Vorcaro investisse no filme Dark Horse, sobre Bolsonaro

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, investigando fraudes financeiras e lavagem de dinheiro ligadas ao Banco Master.
  • Thiago Miranda, publicitário e fundador da agência Mithi, é o principal alvo, suspeito de realizar pesquisas sobre a vida privada de jornalistas.
  • Miranda intermediou um investimento de R$ 62 milhões no filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro.
  • Ele é suspeito de proteger a liderança do grupo criminoso, manipular a opinião pública e violar dados sigilosos de jornalistas e concorrentes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo a PF, Thiago Miranda também coordenava um grupo responsável por investigar jornalistas Instagram/Redes Sociais @thiagomiranda - Arquivo

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master.

O principal alvo da ação é o publicitário Thiago Miranda. Segundo a PF, ele desempenhava papel central no levantamento de informações sobre a vida privada de jornalistas.


Em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Miranda costumava informar o andamento das buscas, relatar a análise de processos judiciais antigos e coordenar uma equipe dedicada a localizar dados sensíveis ou comprometedores para os profissionais de imprensa.

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Fundador da agência Mithi, Miranda intermediou as negociações para que Vorcaro investisse R$ 62 milhões no filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Além disso, o publicitário é suspeito de atuar na proteção da liderança do grupo criminoso, na manipulação da opinião pública, em coações e intimidações e na violação de dados sigilosos de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central.

Ações investigadas

  • Levantamento de dados: um material apreendido mostrou que Daniel Vorcaro e Thiago Miranda montaram uma estratégia para obter informações pessoais, financeiras (cartões de crédito, renda), patrimoniais e familiares (incluindo dados sobre os filhos e o veículo) da jornalista Malu Gaspar. O objetivo era encontrar pontos sensíveis para constrangê-la ou descredibilizá-la por causa de matérias que ela publicava sobre o Banco Master. Eles usavam a plataforma ilícita “NEXTBUSCAS.PRO”.

  • Espionagem contra Milton Maluhy Filho (CEO do Itaú Unibanco): diálogos mostram Vorcaro pedindo ajuda a Thiago Miranda para fazer um levantamento sobre o executivo do Itaú, alegando que ele estava lhe causando problemas. A PF encontrou na estrutura da agência de Thiago um relatório confidencial com dados civis, CPF e informações pessoais e patrimoniais do CEO e de sua esposa, Camila Maluhy.
  • Pressão sobre jornalistas: o documento cita que Thiago pressionou a jornalista Consuelo Dieguez (da revista Piauí) e Renato Breia (sócio da Nord Investimentos) para retirar reportagens do ar. Ele comemorou com Vorcaro quando Breia apagou um conteúdo, dizendo: “Mais um arquivado!”.

  • Menção a Gabriel Galípolo: outra matéria interceptada sugeria o uso estratégico de informações pelo fato de Thiago ter proximidade com a companheira de Galípolo, que também é jornalista.

Nota da defesa de Thiago Miranda

Em nota à imprensa, a defesa de Miranda refutou as acusações, afirmando que o publicitário "sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão". A defesa destaca ainda que “adotará as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais”.

Confira abaixo a íntegra da nota:

Acerca dos fatos amplamente divulgados no dia de hoje, a defesa de Thiago Miranda vem a público refutar, de forma categórica, a prática de qualquer ilegalidade por seu constituinte.

Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros.

A defesa esclarece que a existência de investigação em curso não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa, devendo ser rigorosamente preservadas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e, sobretudo, da presunção de inocência. Thiago Miranda está inteiramente à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com a apuração dos fatos e demonstrar, no foro próprio, a absoluta regularidade de sua conduta.

Por fim, informa que a defesa acompanhará atentamente todos os atos do procedimento e adotará as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais, afastando-se conclusões precipitadas ou interpretações incompatíveis com a realidade.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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