O papel de Thiago Miranda no caso Master, segundo a PF
Alvo de operação realizada nesta quinta-feira, publicitário atuou para que Daniel Vorcaro investisse no filme Dark Horse, sobre Bolsonaro
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master.
O principal alvo da ação é o publicitário Thiago Miranda. Segundo a PF, ele desempenhava papel central na realização de levantamentos acerca da vida privada de jornalistas.
Em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Miranda costumava informar o andamento das buscas, relatar sobre a análise de processos judiciais antigos e coordenar a mobilização de uma equipe dedicada a localizar informações que pudessem ser consideradas sensíveis ou comprometedoras para os jornalistas.
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Fundador da agência Mithi, Miranda intermediou as negociações para que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro investisse R$ 62 milhões no filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, o publicitário é apontado como suspeito de atuar para proteger a liderança do grupo criminoso, manipular a opinião pública, coagir, intimidar e violar dados sigilosos de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central.
Ações investigadas
- Levantamento de dados: um material apreendido mostrou que Daniel Vorcaro e Thiago Miranda montaram uma estratégia para obter informações pessoais, financeiras (cartões de crédito, renda), patrimoniais e familiares (incluindo dados sobre os filhos e o veículo) da jornalista Malu Gaspar. O objetivo era encontrar pontos sensíveis para constrangê-la ou descredibilizá-la por causa de matérias que ela publicava sobre o Banco Master. Eles usavam a plataforma ilícita “NEXTBUSCAS.PRO”.
- Espionagem contra Milton Maluhy Filho (CEO do Itaú Unibanco): diálogos mostram Vorcaro pedindo ajuda a Thiago Miranda para fazer um levantamento sobre o executivo do Itaú, alegando que ele estava lhe causando problemas. A PF encontrou na estrutura da agência de Thiago um relatório confidencial com dados civis, CPF e informações pessoais e patrimoniais do CEO e de sua esposa, Camila Maluhy.
- Pressão sobre jornalistas: o documento cita que Thiago pressionou a jornalista Consuelo Dieguez (da revista Piauí) e Renato Breia (sócio da Nord Investimentos) para retirar reportagens do ar. Ele comemorou com Vorcaro quando Breia apagou um conteúdo, dizendo: “Mais um arquivado!”.
- Menção a Gabriel Galípolo: outra matéria interceptada sugeria o uso estratégico de informações pelo fato de Thiago ter proximidade com a companheira de Galípolo, que também é jornalista.
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