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Restrição da União Europeia pode afetar exportações brasileiras em US$ 33 bilhões, alerta entidade

Lista da UE não inclui o Brasil entre países habilitados a exportar animais; vendas de carnes, leite, ovos e mel podem ser afetadas

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A FIEMG alerta que a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia pode impactar US$ 33,44 bilhões em exportações brasileiras.
  • Os produtos afetados, como carnes, leite, ovos e mel, renderam US$ 1,81 bilhão em embarques ao mercado europeu este ano.
  • A lista preliminar da União Europeia não inclui o Brasil, mas ainda passará por novos diálogos técnicos antes de ser definitiva.
  • Setores como carnes bovinas e de aves, peixes e produtos lácteos são alguns dos mais preocupados com as novas restrições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sistema FIEMG demonstrou preocupação com a medida preliminar divulgada pela Comissão Europeia Valter Campanato/Agência Brasil- 29.07.2022

A exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para a União Europeia pode impactar cadeias que somaram US$ 33,44 bilhões em exportações brasileiras em 2025. O alerta foi feito pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), que demonstrou preocupação com a medida preliminar divulgada pela Comissão Europeia.


Segundo a entidade, os produtos potencialmente afetados renderam US$ 1,81 bilhão em embarques ao mercado europeu neste ano, o equivalente a 5,4% das exportações desses setores. Em Minas Gerais, as vendas do grupo alcançaram US$ 1,9 bilhão, sendo US$ 82,28 milhões destinados ao bloco europeu.

A lista preliminar da União Europeia não inclui o Brasil entre os países habilitados a exportar determinados animais e produtos de origem animal destinados ao consumo humano, dentro das novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos. O documento, no entanto, ainda não é definitivo e deve passar por novas etapas de diálogo técnico.


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A eventual restrição preocupa setores relevantes da pauta exportadora brasileira e mineira, como carnes bovinas e de aves, peixes, produtos lácteos, ovos, mel e preparações de carnes.

Para a coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da FIEMG, Verônica Winter, a medida reduz os ganhos esperados com o acordo entre Mercosul e União Europeia.


“Mesmo representando uma parcela ainda limitada dos embarques totais, o mercado europeu tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos, especialmente nas cadeias de carnes e mel, produtos de forte relevância para Minas Gerais e para o Brasil”, afirmou.

Ela destacou ainda que esses segmentos estão entre os mais beneficiados pelo acordo comercial, já que parte significativa das exportações mineiras ao bloco europeu é formada por produtos minerais e insumos industriais que já possuem isenção tarifária.


A FIEMG afirmou que o Brasil possui uma cadeia produtiva reconhecida internacionalmente e que o país vem avançando no controle sanitário, no uso responsável de medicamentos veterinários e no combate à resistência antimicrobiana.

A entidade também defendeu que medidas sanitárias e regulatórias sejam baseadas em critérios técnicos, científicos e transparentes, sem criar barreiras comerciais injustificadas.

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