Após decisão da UE, governo federal tenta reverter bloqueio à carne brasileira
União Europeia proibiu a importação de carnes e derivados do Brasil a partir de setembro; governo afirma que vai tomar medidas para reverter decisão
Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
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O governo federal afirmou, por meio de nota divulgada nesta terça-feira (12), que recebeu com “surpresa” a decisão da União Europeia de proibir, a partir de setembro, a importação de carnes e derivados brasileiros por países do bloco.
O comunicado também informa que tomará prontamente todas as “medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”.
A nota é assinada pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), MRE (Ministério das Relações Exteriores) e MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
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O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia já tem reunião agendada para amanhã (13) com as autoridades sanitárias do bloco para obter mais explicações sobre a decisão.
Os ministérios também afirmam que o Brasil é detentor de um sistema sanitário “robusto” e de “qualidade internacional reconhecida”, além de ser o “maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu”.
Decisão da União Europeia
A decisão da União Europeia foi divulgada nesta manhã e faz parte da estratégia sanitária da União Europeia para combater a resistência antimicrobiana, considerada pelo bloco “a maior ameaça à saúde pública do século”.
Em nota ao R7, o bloco afirmou que mantém contato com as autoridades brasileiras para discutir o tema. “Uma vez demonstrado o cumprimento, a UE poderá autorizar as exportações”, disse.
À reportagem, a UE também detalhou os tipos de produtos brasileiros que vão ser vetados caso o Brasil não adote as normas indicadas. “Isso significa que não poderá mais exportar para a UE produtos (tanto animais vivos para produção de alimentos quanto produtos derivados), como bovinos, equinos, aves, ovos, aquicultura, mel e tripas, com efeitos a partir de 3 de setembro de 2026.”
Pelas normas europeias, não é permitido o uso de antimicrobianos para promover crescimento animal ou aumentar produtividade. Também fica proibido o uso, em animais, de medicamentos antimicrobianos reservados exclusivamente ao tratamento de infecções humanas.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Amanda Almeida, editora-chefe.
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