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Se julgar necessário, Brasil pode flexibilizar reciprocidade com outros países, explica professora

Diretor-geral da PF confirmou que agente dos EUA perdeu credencial para atuar nas dependências brasileiras após decisão norte-americana semelhante

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Diretor-geral da Polícia Federal confirmou que agente dos EUA perdeu credencial no Brasil.
  • Decisão foi tomada em reciprocidade após o delegado brasileiro ser solicitado a deixar os EUA.
  • Professora de direito constitucional explica que a reciprocidade pode ser flexibilizada em defesa da soberania do país.
  • Relação diplomática entre Brasil e EUA precisa ser acompanhada para formalização das decisões.

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Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, confirmou que um agente norte-americano que atuava na sede da PF, em Brasília, perdeu a credencial para trabalhar nas dependências da instituição no Brasil. Segundo o diretor-geral, foi o mesmo que aconteceu com o delegado brasileiro Marcelo Ivo, que teve ordem para deixar os Estados Unidos.

O diretor da PF negou que o brasileiro tinha sido expulso dos EUA. Andrei Rodrigues esclareceu que o agente norte-americano também não vai ser expulso do Brasil.


Andrei Rodrigues usando terno fala ao microfone em ambiente institucional
Andrei Rodrigues esclarece que agente norte-americano não será expulso do Brasil Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (23), Lilian Cazorla, professora de direito constitucional, explica que “quando os países adotam a reciprocidade entre si, significa que eles dão um determinado tratamento, determinados privilégios e esperam ter um tratamento equiparado em troca”.

Segundo Lilian, a Constituição do Brasil se fundamenta em uma ideia principal de soberania. E, em casos em que o país enxerga a necessidade de proteção da soberania ou das ordens, tanto no seu interior quanto em relação aos seus agentes e seus cidadãos no exterior, pode-se flexibilizar essa reciprocidade.


A professora ressalta que, no caso de Marcelo Ivo, delegado da PF que trabalhava em conjunto com o serviço de controle de imigração norte-americano, as credenciais foram retiradas, embora a missão e a relação diplomática dele ainda estejam íntegras. Ele ainda retornou ao Brasil após um pedido dos Estados Unidos.

“Em gesto de reciprocidade, o diretor da PF determinou a retirada das credenciais desse agente de imigração dos Estados Unidos que atua aqui junto à sede da nossa Polícia Federal em Brasília. De fato, é em manifestação da reciprocidade, mas esse caso ainda precisa ser acompanhado para que haja uma formalização desses conteúdos ou dessas relações entre Brasil e Estados Unidos”, esclarece.

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