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STF analisa caso de usinas citado em mensagens de Daniel Vorcaro em meio a desgaste na Corte

Em uma das frentes investigadas, contratos previam honorários advocatícios que poderiam somar até R$ 427 milhões

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF inicia julgamento virtual sobre indenizações bilionárias ao setor sucroalcooleiro, com decisão prevista até 2 de outubro.
  • Mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelam articulações sobre processos do antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA).
  • Empresas do setor alegam prejuízos devido ao congelamento de preços na década de 1980 e buscam compensação judicial.
  • Ministros do STF divergem sobre o cálculo das indenizações, com parte defendendo nova perícia e outra parte mantendo contas antigas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gilmar Mendes apresentou questão de ordem para transferir julgamento para o plenário presencial Rosinei Coutinho/STF - Arquivo

O plenário virtual do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a analisar nesta sexta-feira (25) uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes para transferir do ambiente virtual para o plenário presencial o julgamento de ações envolvendo indenizações bilionárias ao setor sucroalcooleiro.

O julgamento ocorre até o dia 2 de outubro. Na modalidade virtual, os ministros não discutem, apenas apresentam seus votos. Já a sessão presencial é realizada em tempo real com a presença física ou por videoconferência dos ministros, para debate oral direto.

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Mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro motivaram o pedido de Gilmar. Nos textos, uma advogada supostamente celebra o voto emitido por Kassio Nunes Marques sobre o tema.

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Os diálogos revelaram articulações de integrantes do grupo de Vorcaro em relação a processos do antigo Instituto do Açúcar e do Álcool.

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Em uma das frentes investigadas, contratos previam honorários advocatícios que poderiam somar até R$ 427 milhões.

O caso começou na década de 1980, quando o governo congelou e fixou os preços do açúcar e do álcool. Empresas do setor alegam que tiveram prejuízos e entraram na Justiça para cobrar uma compensação.

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Votos

A dúvida agora é como calcular o valor dessa indenização. Em 2024, a Segunda Turma do STF ficou dividida sobre o assunto.

Os ministros Gilmar Mendes, André Mendonça e Dias Toffoli concordaram com o governo e decidiram que é preciso fazer uma nova perícia em cada caso.

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Os ministros Edson Fachin e Nunes Marques, por outro lado, entenderam que as contas antigas já aprovadas na Justiça deveriam ser mantidas.

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