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STF avança na discussão sobre impacto fiscal e mira regras mais rígidas para projetos de lei

Edson Fachin determinou o envio de uma proposta sobre o assunto para análise inicial da Comissão de Jurisprudência do tribunal

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF busca uniformizar a responsabilidade fiscal em leis que criem despesas permanentes ou benefícios fiscais sem previsão de pagamento.
  • Edson Fachin enviou proposta de súmula sobre impacto fiscal para a Comissão de Jurisprudência do STF.
  • Se aprovada, a súmula impedirá a criação de leis que gerem despesas sem planejamento, visando proteger o orçamento público.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apoia a medida para assegurar condições mínimas na criação de despesas públicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ministro Edson Fachin determinou o envio de uma proposta de súmula que aborda o impacto fiscal STF - Arquivo

O STF (Supremo Tribunal Federal) deu um passo decisivo para uniformizar o entendimento da Corte sobre a responsabilidade fiscal na criação de lei ou decisão que crie novas despesas permanentes ou conceda benefícios fiscais sem calcular o impacto nas contas públicas e sem mostrar como esses valores serão pagos.

O ministro Edson Fachin determinou o envio de uma proposta de súmula — espécie de regra de cumprimento obrigatório em todo o país — que aborda o impacto fiscal de projetos de lei geradores de despesas para análise inicial da Comissão de Jurisprudência do tribunal.

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Pela decisão, os integrantes da comissão terão um prazo comum de 15 dias para examinar o texto e emitir suas considerações. O rito estabelecido busca dar segurança jurídica e celeridade a uma discussão considerada estratégica para o equilíbrio das contas públicas.

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Após a manifestação formal da Comissão de Jurisprudência, o tema será submetido formalmente a todos os demais ministros que compõem o STF antes de sua inclusão definitiva em pauta para julgamento em Plenário

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Essa fase prévia de deliberação interna tem como objetivo colher sugestões, realizar ajustes finos no enunciado e construir um consenso institucional antes da inclusão definitiva da matéria na pauta oficial de julgamentos do Plenário.

Proposta

Em junho, o ministro Gilmar Mendes propôs a criação de uma Súmula Vinculante.

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Se a regra for aprovada, governos federal, estaduais e municipais, além de assembleias legislativas e câmaras de vereadores, ficam proibidos de criar leis que gerem despesas ou cortem impostos sem cumprir duas condições básicas:

  • Estudo prévio: apresentar um cálculo exato de quanto a medida vai custar aos cofres públicos;
  • Compensação: indicar claramente de onde vai sair o dinheiro para cobrir esse novo gasto, seja por corte de outras despesas ou por aumento de receita.

De acordo com o documento, o STF já derruba esse tipo de lei há anos por considerá-la inconstitucional e contrária à Lei de Responsabilidade Fiscal. Mesmo assim, prefeituras, estados e o próprio Congresso continuam criando despesas sem planejamento, o que gera uma quantidade enorme de processos repetitivos na Justiça.

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A intenção de Gilmar Mendes com a Súmula Vinculante é cortar o problema pela raiz: criar uma regra definitiva que blinde o orçamento público e traga mais segurança jurídica para o país.

Articulação do Executivo

No mesmo mês, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que discutiu com integrantes do STF mecanismos para evitar a aprovação de medidas com impacto fiscal sem a respectiva fonte de custeio.

Segundo Durigan, a iniciativa busca estabelecer condições mínimas para a criação ou ampliação de despesas públicas, exigindo a previsão do impacto orçamentário e das formas de compensação. “Seria muito importante que o Supremo avançasse nesse tema para que a gente tivesse também esse respaldo de uma condição de possibilidade mínima”, declarou.

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