STF pausa julgamento e busca acordo para reajuste de plano de saúde de idosos
Representantes do setor de saúde e órgãos públicos do consumidor tentarão negociar um meio-termo
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O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu suspender o julgamento sobre o aumento das mensalidades de planos de saúde para pessoas com 60 anos ou mais.
Em vez de definir o impasse imediatamente por meio de uma votação, os ministros preferiram encaminhar o caso para uma mesa de conciliação, na tentativa de construir um acordo entre as partes envolvidas.
Com a decisão do STF, representantes do setor de saúde, órgãos de defesa do consumidor e órgãos públicos tentarão negociar um meio-termo.
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Caso a conciliação resulte em uma proposta aceita por todos, o texto será submetido à aprovação do próprio Supremo. Se não houver consenso, o tema voltará ao plenário para que os ministros tomem a decisão final.
A disputa atinge diretamente os clientes que possuem contratos antigos, assinados antes de janeiro de 2004, data em que o Estatuto da Pessoa Idosa entrou em vigor.
A legislação proíbe o aumento das mensalidades por mudança de faixa etária a partir dos 60 anos. No entanto, existe uma divisão jurídica sobre se essa regra pode ser aplicada a contratos celebrados antes do surgimento da lei.
Argumentos
De um lado, entidades de defesa do consumidor argumentam que o reajuste por idade na fase idosa é abusivo e compromete o orçamento familiar em um momento em que a assistência à saúde é fundamental.
Do outro, as operadoras de saúde alegam que a proibição retroativa altera as regras originais do contrato e pode causar desequilíbrio financeiro nos planos antigos.
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