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STF promove primeira reunião sobre soluções para ‘penduricalhos’ nesta quarta-feira

Grupo vai discutir proposta para teto remuneratório e regra de transição sobre pagamentos acima do limite constitucional

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Reunião inaugural da comissão técnica dos Três Poderes ocorre nesta quarta-feira (4) para discutir teto remuneratório.
  • Grupo busca soluções fiscais e legais sobre os 'penduricalhos' no serviço público, com prazo até 20 de março.
  • Ministros do STF suspenderam pagamentos de penduricalhos e determinaram revisão de valores que superem o teto.
  • Decisões do STF sobre o tema serão analisadas novamente em 25 de março.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Edson Fachin
Nomeada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, equipe vai atuar até 20 de março Gustavo Moreno/STF - 26.2.2026

Integrantes da comissão técnica dos Três Poderes que discutirá uma proposta para teto remuneratório e regra de transição sobre os chamados “penduricalhos” no serviço público vão se reunir pela primeira vez nesta quarta-feira (4).

O grupo foi nomeado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, e terá de apresentar uma solução definitiva, que passe tanto pela edição de uma lei nacional quanto pela manutenção da responsabilidade fiscal.


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A equipe vai atuar até o dia 20 de março em busca da construção de uma solução coordenada, transparente e fiscalmente responsável para a questão das remunerações acima do teto.

Ao término dos trabalhos, uma nota técnica com a síntese das discussões e dos encaminhamentos será encaminhada às presidências do STF, do Senado e da Câmara dos Deputados e à Casa Civil da Presidência.


Interrupção de repasses

Em fevereiro, os ministros do STF Flávio Dino e Gilmar Mendes suspenderam os pagamentos de penduricalhos no serviço público. Dino determinou a suspensão de verbas não previstas expressamente em lei e fixou prazo de 60 dias para que Judiciário, Legislativo e Executivo — nas esferas federal, estadual e municipal — revisem pagamentos que extrapolem o teto.

Ele também proibiu a criação de novas parcelas ou o reconhecimento de valores retroativos que resultem em supersalários até que o Congresso regulamente o tema.


Gilmar Mendes, por sua vez, suspendeu pagamentos a juízes e membros do Ministério Público baseados em leis estaduais e atos administrativos que vinculam automaticamente subsídios locais aos valores pagos a ministros do STF e ao procurador-geral da República.

O plenário do STF começou a julgar, na semana passada, se referenda as decisões, mas a análise foi adiada e será retomada em 25 de março. Até lá, a corte espera que a comissão técnica dos Três Poderes apresente uma proposta de consenso.

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