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STF suspende julgamento de recurso para garantir revisão da vida toda

Com pedido de vista de Moraes, STF interrompe análise de recurso apresentado por metalúrgicos sobre a revisão da vida toda

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF suspendeu o julgamento do recurso que garante a revisão da vida toda das aposentadorias do INSS.
  • O pedido de vista foi feito pelo ministro Alexandre de Moraes, e não há data para retomada.
  • A revisão é debatida no contexto de ações judiciais até março de 2024, quando o tribunal vetou essa possibilidade.
  • O placar antes da suspensão era de 4 votos a 1, com apenas um voto favorável aos aposentados pelo ministro Dias Toffoli.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Não há data para a retomada do julgamento Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 10.09.2025

O STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu nesta quarta-feira (6) o julgamento de mais um recurso para garantir o direito à revisão da vida toda das aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O julgamento virtual começou no dia 1º de maio, mas foi suspenso hoje por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes. Não há data para a retomada do julgamento.


A Corte começou a julgar um recurso da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) para garantir que a revisão seja válida para quem entrou com ação judicial até 21 de março de 2024, quando o tribunal vetou a revisão.

É o quarto recurso apresentado na Corte contra a proibição.


Antes da interrupção do julgamento, o placar da votação era de 4 votos a 1 para manter a decisão da Corte, que, em março de 2024, entendeu que os aposentados não têm direito de optar pela regra previdenciária mais favorável para recálculo do benefício.

O único voto favorável aos aposentados foi proferido pelo ministro Dias Toffoli, que votou pela modulação dos efeitos da decisão para garantir a revisão aos aposentados que entraram com ações judiciais no período entre 16 de dezembro de 2019, data de publicação da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconheceu a revisão, e 5 de abril de 2024, data da decisão final do Supremo que vetou o direito.


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Entenda

Em março de 2024, o Supremo decidiu que os aposentados não têm direito de optar pela regra mais favorável para recálculo do benefício.

A decisão anulou outra deliberação da Corte favorável à revisão da vida toda. A reviravolta ocorreu porque os ministros julgaram duas ações de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), e não o recurso extraordinário no qual os aposentados ganharam o direito à revisão no STJ.


Ao julgar constitucionais as regras previdenciárias de 1999, a maioria dos ministros entendeu que a regra de transição é obrigatória e não pode ser opcional aos aposentados.

Antes da nova decisão do STF, o beneficiário poderia optar pelo critério de cálculo que renda o maior valor mensal, cabendo ao aposentado avaliar se o cálculo de toda vida poderia aumentar ou não o benefício.

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