STJ manda soltar motorista que fugiu de blitz no DF em carro de luxo
Após a reação do homem, os militares dispararam contra 'os pneus do veículo', mas o carro ultrapassou a barreira
Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira mandou soltar o motorista que tentou fugir de uma blitz aparentemente embrigado. Raimundo Aristides Júnior, de 41 anos, se recusou a parar, acelerou o veículo e atropelou um dos agentes. Após a reação dele, os militares dispararam contra “os pneus do veículo”, mas o carro ultrapassou a barreira.
Durante a tentativa de fuga, soldados da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) atiraram diversas vezes no veículo de Aristides e atingiram o passageiro, Islan da Cruz Nogueira, de 24 anos, que morreu no local. Ao menos oito militares teriam disparado com pistolas 9 mm contra o veículo conduzido por Aristides. Em um vídeo, é possível ouvir pelo menos dez tiros.
Na decisão, a ministra afirmou que "não há qualquer elemento concreto a indicar que o paciente represente algum risco à garantia da ordem pública ou econômica, à conveniência da instrução criminal ou à futura aplicação da lei penal, caso responda ao processo em liberdade".
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"É de conhecimento público que a dinâmica da abordagem policial, realizada no eixo monumental de Brasília/DF em 29/10/2023 e que culminou no óbito do passageiro do veículo conduzido pelo paciente, está em investigação, inclusive, nas instâncias correicionais da Polícia Militar do Distrito Federal. Há suspeitas de excessos nessa abordagem, o que fragiliza, em juízo perfunctório, a tese acusatória de tentativa de homicídio contra o policial apontado como vítima", afirmou.
Oito dos 15 policiais que participaram da blitz estão afastados. Durante a ocorrência, 15 policiais trabalhavam em três bloqueios na região central de Brasília — cinco em cada uma. O terceiro bloqueio não chegou a ser envolvido. Após o ocorrido, a blitz foi encerrada.















