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Tarifaço: após governadores se reunirem, Tarcísio cobra ‘energia’ do Planalto em negociações

Governadores se reúnem em Brasília, criticam STF e cobram resposta do governo federal sobre restrições dos EUA

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nove governadores se reuniram em Brasília para discutir os impactos da tarifa de 50% dos EUA a produtos brasileiros.
  • Governadores criticaram a política externa do Brasil e pediram uma resposta do governo federal nas negociações.
  • Tarcísio de Freitas enfatizou a necessidade de ação imediata e envolvimento do Congresso Nacional nas tratativas.
  • Criticas foram dirigidas ao STF e ao presidente Lula por falta de diálogo com os EUA, afetando a economia brasileira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tarcísio diz ser 'absolutamente crítico' a contrato da Enel
Tarcísio diz ser 'absolutamente crítico' a contrato da Enel Pablo Jacob/Governo do Estado de SP - 06.08.2025

Em encontro realizado nesta quinta-feira (7), na residência oficial do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em Brasília, nove governadores discutiram os impactos econômicos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

O grupo cobrou articulação do governo federal, criticou a condução da política externa e avaliou que o Congresso Nacional deve assumir protagonismo nas tratativas.

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Estiveram presentes:

  • Tarcísio de Freitas – São Paulo (SP)
  • Jorginho Mello – Santa Catarina (SC)
  • Ratinho Júnior (Carlos Massa Ratinho Júnior) – Paraná (PR)
  • Cláudio Castro – Rio de Janeiro (RJ)
  • Romeu Zema – Minas Gerais (MG)
  • Ronaldo Caiado – Goiás (GO)
  • Ibaneis Rocha – Distrito Federal (DF)
  • Mauro Mendes – Mato Grosso (MT)
  • Wilson Lima – Amazonas (AM)

Ao final da reunião, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a política externa do Brasil seguiu um rumo “muito ruim” e cobrou uma resposta imediata por parte do governo federal.

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“A gente acabou indo para um caminho muito ruim, um caminho que acabou agredindo um parceiro histórico do Brasil, um grande investidor estrangeiro direto. E a gente precisa cobrar do governo federal energia nas negociações”, declarou.

Segundo ele, os estados estão preocupados com os efeitos da medida sobre setores estratégicos, como café, proteína animal, máquinas, equipamentos e pneus — todos fora da lista de exceções anunciada pelos Estados Unidos.

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O governador defendeu ações imediatas, com prazos definidos, planejamento e medidas de mitigação.

Lideranças partidárias

Tarcísio também afirmou que os governadores pretendem acionar as lideranças partidárias para tratar do tema diretamente com o Congresso Nacional.

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“O governo federal precisa conduzir a negociação, mas, se for necessário, o Congresso deve ser envolvido. Os presidentes dos partidos vão ser acionados. Essa crise tem que ser tratada institucionalmente”, afirmou.

Os governadores também criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo eles, o Judiciário tem ultrapassado suas atribuições e contribuído para a escalada da instabilidade institucional no país. Tarcísio destacou a necessidade de equilíbrio entre os Poderes:

“Não é possível que, sob pretexto de proteger determinados valores, a gente agrida outros. Está na hora de cada um ceder um pouco para resolver a crise”.

Caiado acusa Lula de ignorar impacto econômico

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por não buscar diálogo com o governo norte-americano.

“Ontem, realmente, ao ver um presidente da República, num comunicado nacional, dizer que não tem nada a falar com o presidente dos Estados Unidos, é algo que mostra a total insensatez. Ele quer antecipar o processo eleitoral ao invés de se preocupar com a economia do país, com os empregos, com as empresas e os investimentos internacionais”, afirmou.

“Ele não nos consultou para tomar essas medidas, mas nós estamos sendo penalizados”, completou.

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