Tarifaço: ministro da Indústria vê ‘orientação clara’ dos EUA para acordo com o Brasil
Márcio Elias Rosa afirmou que telefonema entre Lula e Trump criou novas bases para as negociações
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou, nesta segunda-feira (31), estar “otimista” com a retomada das negociações entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, após o telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, há uma “orientação clara” do governo dos EUA para que os dois países cheguem a um acordo. As declarações foram feitas durante coletiva sobre o tarifaço.
“Eu continuo muito otimista, como estava na semana passada, porque, sobretudo agora, depois do telefonema do presidente Lula com o presidente Trump, parece haver, de fato, uma orientação clara do governo americano para que haja um acordo com o Brasil, um acordo que reequilibre a relação, reequilibre a política tarifária”, afirmou Márcio Elias Rosa.
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O ministro, no entanto, afirmou que o Brasil não pretende negociar temas que possam prejudicar os interesses econômicos do país. Segundo ele, os Estados Unidos passaram a defender, mais recentemente, a adoção de tarifas com base em argumentos que não seriam de natureza econômica ou comercial.
“Durante muitos anos, os Estados Unidos reclamaram e agora, mais recentemente, reclamaram a necessidade de estabelecer tarifas para o Brasil com base em fatos e argumentos que não são econômicos, que não são comerciais. Nós vimos isso de um ano para cá. É preciso que esses temas sejam afastados, porque isso prejudica os interesses do Brasil. Nós reiteramos esse ponto”, disse.
Márcio Elias também afirmou que o governo brasileiro está disposto a colocar na mesa de negociação questões relacionadas aos interesses econômicos do país, mas não aceitará discutir pontos que considera prejudiciais ao Brasil.
“Nada que possa causar dano aos interesses econômicos do país ou ao interesse do Brasil nós vamos negociar, vamos colocar na mesa. Precisamos afastar questões outras que nem sequer deveriam estar presentes nessa discussão, mas, infelizmente, todos nós sabemos, todos sabem a que eu me refiro, elas, infelizmente, foram colocadas, e agora têm que ser afastadas”, declarou.
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