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TCU vai analisar se autoridades participaram de eventos em mansão de Vorcaro

Antes de ser preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) em novembro, dono do Master promoveu encontros em Trancoso (BA)

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Denominadas “Cine Trancoso”, reuniões de Daniel Vorcaro teriam contado com nomes da política Esfera Brasil/Reprodução - Arquivo

O Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) pediu para a Corte identificar as autoridades públicas federais, inclusive procuradores e magistrados, que participaram de eventos promovidos na casa de veraneio do banqueiro Daniel Vorcaro, em Trancoso (BA).

Dono do Banco Master, Vorcaro foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), em novembro do ano passado. Ele estava prestes a embarcar para o exterior em um avião particular, segundo a PF (Polícia Federal).


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As investigações com ele e o banco como alvo começaram em 2024, para averiguar a existência de um suposto esquema irregular de venda de carteiras de crédito. Entre os delitos apurados pela PF estão os de gestão fraudulenta e temerária, bem como de organização criminosa.

Possíveis irregularidades

Os eventos na Bahia, denominados “Cine Trancoso”, teriam contado com a presença de autoridades dos Três Poderes da República, como integrantes do Poder Executivo do governo de Jair Bolsonaro (PL), além de representantes do mercado financeiro, da política e do meio jurídico.


Para o procurador do Ministério Público junto ao TCU Lucas Furtado, a situação levanta preocupações sobre possíveis irregularidades e impactos na administração pública, especialmente se considerados eventuais envolvimentos de autoridades federais.

“Não se sabe ao certo a extensão dos fatos nem a magnitude das possíveis irregularidades que podem estar associadas aos eventos realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Há indícios de que autoridades federais de alta cúpula possam estar envolvidas, o que reforça a necessidade de uma apuração rigorosa e transparente”, afirma Lucas Furtado.


Ainda segundo o procurador, a possibilidade de envolvimento dessas autoridades em eventos relacionados a um escândalo financeiro de grandes proporções representa um risco sistêmico para a confiança nas instituições públicas.

“É imprescindível que o Tribunal de Contas da União exerça o papel fiscalizatório com a máxima diligência, contribuindo para o esclarecimento dos fatos e para a proteção do interesse público”, conclui Furtado.

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