Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

TSE mantém cassação de deputada do PL por usar dinheiro público para harmonização facial

Mandato de Silvia Waiãpi já havia sido cassado pelo TRE-AP; caso foi denunciado pela então coordenadora de campanha da parlamentar

Brasília|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TSE confirmou a cassação do mandato da deputada Silvia Waiãpi (PL-AP) por uso de recursos públicos em procedimento estético.
  • A parlamentar gastou R$ 9 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha em harmonização facial durante as eleições de 2022.
  • Documentos e testemunhas comprovaram as irregularidades, incluindo a falsificação de nota fiscal para enganar a Justiça Eleitoral.
  • Com a decisão, os votos da deputada serão anulados e a vaga será redistribuída, após recalculo do quociente eleitoral.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pedido de cassação de Silvia Waiãpi foi apresentado à Justiça Eleitoral do Amapá Vinicius Loures/Câmara dos Deputados - arquivo

Por unanimidade, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) manteve, nesta quinta-feira (30), a cassação do mandato da deputada federal Silvia Nobre Lopes, conhecida como Silvia Waiãpi (PL-AP) por utilizar recursos públicos de campanha para pagar procedimento de harmonização facial nas eleições de 2022. O caso foi denunciado pela então coordenadora de campanha da parlamentar.

O pedido de cassação foi apresentado pelo MP (Ministério Público) Eleitoral à Justiça Eleitoral do Amapá. O mandato da deputada já havia sido cassado pelo TRE-AP (Tribunal Regional Eleitoral do Estado), mas ela recorreu ao TSE.


Segundo o MP Eleitoral, a parlamentar utilizou R$ 9 mil do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), quando era candidata, para custear um procedimento estético, o que é proibido pela legislação eleitoral. Ela foi cassada por “irregularidades graves na arrecadação ou nos gastos de campanha”.

O relator do caso, ministro André Mendonça, afirmou que os fatos foram devidamente comprovados e que a conduta da parlamentar “ofende diretamente a integridade moral do processo eleitoral e compromete a legitimidade do mandato obtido nas urnas”. O caso estava em julgamento no plenário virtual, mas foi para o plenário físico após pedido do ministro Nunes Marques.


Na sessão desta quinta, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, destacou que os gastos irregulares foram comprovados por documentos e testemunhas, o que representa “grave violação à moralidade e à transparência” nas despesas de campanha.

Ele ressaltou ainda que a deputada falsificou nota fiscal para burlar a fiscalização da Justiça Eleitoral. “O montante desviado não pode ser considerado irrelevante, quando estamos diante de ilegalidade qualificada e má-fé”, apontou o vice-PGE.


Com a decisão do TSE, os votos recebidos pela parlamentar serão anulados. Com isso haverá recálculo dos quocientes eleitoral e partidário, para que a vaga seja redistribuída. O TSE determinou a comunicação imediata ao presidente do TRE-AP para que a medida seja cumprida.

Conhecida como “indígena do Bolsonaro”, a deputada federal é da etnia Waiãpi que está distribuída no Amapá, Pará e na Guiana Francesa. Ela era tenente do Exército e foi nomeada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para chefiar a Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai) em seu governo.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.